3 de abr. de 2018

Brasil avança na criação de empregos e mostra que política econômica de Temer apesar de todos os percalços está no caminho certo. A reportagem é do Correio Brasiliense


Brasil cria 61,1 mil empregos em fevereiro, 0,16% a mais do que em janeiro
A alta foi puxada pelo setor de serviços, com a criação de 65.920 novos postos de trabalho (0,39%), no confronto com mês anterior. A indústria de transformação ficou com o segundo melhor resultado (17.363 postos)
(foto: Caio Gomez/CB/D.A Press)


Vera Batista - O mercado formal de trabalho brasileiro abriu 61.188 novos postos em fevereiro de 2018. O número é 0,16% superior ao de janeiro e também representa o melhor resultado para o mês desde 2016, e o segundo resultado positivo do ano, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. As oportunidades atuais são consequência de 1.274.965 admissões e 1.213.777 desligamentos. "Esses resultados confirmam a recuperação econômica e a retomada dos empregos. As medidas adotadas pelo governo foram acertadas e estamos otimistas que esses números se repetirão ao longo do ano", avalia o ministro interino do Trabalho, Helton Yomura.


Cinco dos oito principais setores econômicos tiveram saldo positivo. A alta foi puxada pelo setor de serviços, com a criação de 65.920 novos postos de trabalho (+0,39%), no confronto com mês anterior. A indústria de transformação ficou com o segundo melhor resultado ( 17.363 postos), acréscimo de 0,24% sobre janeiro. Seguidos de administração pública ( 9.553 postos), serviços industriais de utilidade pública ( 629 postos) e extrativa mineral ( 315 postos). Apenas três setores tiveram saldos negativos: comércio (-25.247 postos), agropecuária (-3.738 postos) e construção civil (-3.607 postos).

Das cinco regiões, quatro apresentaram saldos positivos no emprego, em fevereiro. O melhor desempenho foi no Sul ( 37.071 postos). Em seguida, o Sudeste ( 35.025), o Centro-Oeste ( 14.407), e o Norte ( 638). Somente o Nordeste (-25.953 postos) cortou vagas. Entre os Estados, 15 deles e o Distrito Federal registraram variação positiva no saldo de empregos e 11 estados, variação negativa. Os maiores saldos de emprego ocorreram em São Paulo ( 30.040 vagas), Santa Catarina ( 16.344), Rio Grande do Sul ( 13.024), Paraná ( 7.703), Minas Gerais ( 7.288) e Goiás ( 5.137). Os saldos negativos ocorreram em Alagoas (-10.698), Pernambuco (-7.381), Rio Grande do Norte (-3.570), Paraíba (-2.758), Rio de Janeiro (-2.750) e Sergipe (-931).

Lei Trabalhista
A reforma trabalhista (Lei 13.467/2017) já pode ser identificada nas estatísticas, de acordo com o Ministério do Trabalho. Em fevereiro, houve 11.118 desligamentos por meio de acordo entre empregador e empregado, envolvendo 8.476 estabelecimentos. O estado de São Paulo apresentou a maior quantidade de registros (3.257), seguido por Paraná (1.214), Minas Gerais (962), Rio de Janeiro (941) e Rio Grande do Sul (901). 

Na modalidade de trabalho intermitente, foram 2.660 admissões e 569 desligamentos, com um saldo positivo de 2.091 empregos. As admissões se concentraram principalmente em São Paulo (816 postos), Rio de Janeiro (258), Minas Gerais (257), Distrito Federal (182) e Espírito Santo (163). As admissões foram majoritariamente registradas nos setores de serviços (1.206 postos), comércio (585), construção civil (410) e indústria de transformação (395).

No regime de trabalho parcial, foram registradas 6.490 admissões e 3.423 desligamentos, com saldo positivo de 3.067 empregos. As admissões foram observadas em São Paulo (1.314 postos), Ceará (876), Minas Gerais (634), Goiás (393), Paraná (373) e Rio de Janeiro (348). Do ponto de vista setorial, as admissões concentraram-se nos Serviços (4.551 postos), Comércio (1.169), Indústria de Transformação (508) e Agropecuária (150).

A categoria de Teletrabalho registrou 362 admissões e 243 desligamentos – saldo positivo de 119 empregos. Com número maior de vagas em São Paulo (67 postos), Minas Gerais (50), Espírito Santo (40), Rio de Janeiro (40), Bahia (22) e Ceará (22). Do ponto de vista setorial, as admissões se concentraram nos serviços (190 postos), comércio (88), indústria de transformação (44) e construção civil (20).

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