28 de jun de 2017

Prefeita Marilete Vitorino anuncia pagamento do salário de junho e 50% do 13º


 Prefeita Marilete Vitorino

Assecom - A Prefeita Marilete Vitorino anunciou na manhã desta quarta-feira para o próximo dia 30 de junho, o pagamento do salário e antecipação de 50% do décimo terceiro dos servidores municipais.

O pagamento antecipado do 13º faz parte do planejamento da Prefeitura que hoje, apesar das dificuldades impostas pela crise econômica, mantém como prioridade o pagamento do funcionalismo e dos fornecedores em dia.

A primeira parcela do 13º corresponde a 50% do valor integral dos vencimentos, sendo pago aos servidores o valor líquido sem desconto de encargos. 

Secretarias que irão receber neste mês de junho 50% do décimo terceiro salário:

GAB. DA PREFEITA

GAB. DO VICE-PREFEITO

SEC. DE FINANÇAS

SEC. DE ADMINISTRAÇÃO

SEC. DE SAÚDE

SEC. DE OBRAS

SEC. DE ASSISTÊNCIA SOCIAL

SEC. DE PLANEJAMENTO

SEC. DE AGRICULTURA

SEC. DE MEIO AMBIENTE

SEC. DE DESPORTO CULTURA E TURISMO

Os vencimentos estarão disponíveis nas contas dos servidores municipais na agência da Caixa Econômica Federal.

Enquanto maduro insiste com sua ditadura insensata, crianças morrem à míngua na Venezuela - A matéria é da Reuters

Desnutrição e mortalidade infantil avançam perigosamente na Venezuela em meio à crise

Menina internada no hospital infantil "J.M. de los Rios" 
em Caracas, Venezuela/Marco Bello

Eyanir Chinea e Andreina Aponte - Dois meses

depois ele estava morto, assim como três outras crianças que também desenvolveram infecções bacterianas no hospital infantil J.M. de los Rios, em Caracas.

Elas são apenas algumas das muitas crianças que morreram em meio a uma crise de saúde que vem se agravando rapidamente no país, de acordo com médicos, pacientes e dados oficiais e particulares.

Milhões de venezuelanos estão passando aperto devido à escassez de produtos e à inflação de três dígitos em um ambiente de grande turbulência política e econômica, que desencadeou meses de protestos de rua nos quais ao menos 75 pessoas foram mortas.

A produção declinante de petróleo, um grande item de exportação, está deixando o governo cada vez mais carente de recursos, e a escassez de tudo, de alimentos a equipamentos médicos, está afetando especialmente grupos vulneráveis, como idosos e crianças.

A mãe de Samuel, Judith Bront, ainda chora ao falar da morte do filho.

"Samuel tinha insuficiência renal crônica desde que nasceu", disse Judith, de 53 anos. "Ele fazia diálise há nove anos, e isso nunca tinha acontecido."

Uma dúzia de outras crianças tem a mesma infecção, que os médicos descobriram ser causada por máquinas de diálise mal preservadas por falta de recursos, de acordo com Belén Arteaga, chefe da unidade renal do hospital.

Pesquisas realizadas em outubro do ano passado pela organização católica sem fins lucrativos Cáritas em setores pobres dos quatro Estados mais populosos da Venezuela revelaram que 48 por cento das crianças com menos de 5 anos de idade estavam subnutridas. Até abril, essa cifra havia subido para 56 por cento.

"Estamos subindo 1 ponto percentual por mês!" disse Susana Raffalli, nutricionista coordenadora do estudo da Cáritas, que viu e estudou emergências humanitárias em diferentes partes do mundo.

O percentual de crianças com alto risco de morte por desnutrição subiu de 8 por cento em outubro para 11,4 por cento em abril, mostraram as pesquisas.

Muitos tratamentos no hospital J.M. de los Rios só estão disponíveis graças a doações particulares, de acordo com médicos e pacientes. É comum os próprios pais limparem os quartos rudimentares, e não há água potável.

Um levantamento feito neste ano pelo Congresso de maioria opositora mostrou que 9 dos 10 maiores hospitais do país não têm instalações de diagnóstico adequadas, como máquinas de raio X e laboratórios, e 64 por cento não oferecem alimentação aos pacientes.

Nem o Ministério da Informação nem o Ministério da Saúde responderam a pedidos de comentário.

Apesar da mortalidade infantil ter caído nos últimos anos na América Latina, na Venezuela houve um saldo de 30 por cento em 2016, de acordo com dados oficiais.

Em média, 31 crianças com menos de um ano de idade morreram por dia na Venezuela no ano passado, muitas delas vítimas de diarreia, infecções bacterianas e outras doenças que, de acordo com a sociedade pediátrica local, poderiam ser evitadas ou tratadas facilmente.

(Reportagem adicional de Lenin Danieri em La Guajira)

Sinhasique destaca anúncio de R$ 6,5 milhões para a saúde e auditoria nas obras inacabadas



Da Assessoria - A peemedebista Eliane Sinhasique falou, na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), sobre a visita do ministro da saúde, Ricardo Barros, em Rio Branco, no dia de ontem (26). Na ocasião, ele anunciou R$ 6,5 milhões para a saúde e auditoria nas obras inacabadas.

“Tive a oportunidade de relatar para o ministro que o complexo do Instituto de Traumatologia e Ortopedia do Acre (INTO-Acre) era para ter sido entregue em 2012, o Hospital de Brasiléia em 2014, Pronto Socorro de Rio Branco em 2010. Boquiaberto, ele prometeu auditoria em todas as obras de saúde inacabadas no Acre”, declarou Sinhasique.

Essas obras paralisadas serão analisadas pelo Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus). “É muito importante que o Ministério da Saúde faça essa auditoria e penalize os gestores públicos que não utilizaram bem os recursos e não fizeram os hospitais que o nosso povo tanto precisa”.

Sinhasique criticou a ausência do governador Tião Viana e do seu secretariado nas agendas do ministro Ricardo Barros. Para a parlamentar, Tião foi deselegante e mal educado.

“O governador do Acre não foi receber o ministro, nem mandou representante. No meu entendimento, isso foi de uma falta de educação sem limites, uma falta de estadismo sem tamanho. Acho que não há interesse do Governo em resolver os problemas de saúde da nossa população, pois deixou de receber o homem mais importante da pasta”.

Pró-saúde

Trabalhadores do pró-saúde, que se manifestavam por reajuste salarial, diminuição da carga horária e mais segurança nos hospitais, foram recebidos, na manhã desta terça-feira (27), pelos parlamentares na Assembleia.

“A pauta é justa e tem o nosso apoio. Deixo como sugestão que façamos a convocação da Secretaria de Saúde, dos diretores do Pró-Saúde e do Governo do Estado para dialogar com a categoria. Pois, o que está faltando é diálogo e boa vontade para atender à reivindicação dos funcionários”, declarou Eliane.

Discussão sobre uso da Cide para incentivar etanol está na Fazenda, diz secretário


Funcionário de posto de gasolina abastece 
carro com etanol no Rio de Janeiro

Sergio Moraes - Uma discussão no governo federal sobre a possibilidade de elevar a Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico (Cide) cobrada sobre combustíveis fósseis para incentivar o etanol tem sido coordenada pelo Ministério da Fazenda, disse nesta terça-feira o secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, Márcio Félix.

A medida tem sido defendida por empresários do setor de etanol sob o argumento de que o tributo para os combustíveis fósseis poderia evidenciar vantagens ambientais do biocombustível, além de aumentar sua competitividade no mercado.

Félix, que falou com jornalistas após participar de evento do setor sucroenergético em São Paulo, disse que a ideia, chamada por alguns de "Cide Verde", tem sido discutida no governo desde o início deste ano.

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, também não descartou nesta terça-feira uma possível elevação da Cide sobre combustíveis como uma das alternativas para aumentar as receitas do governo, mas pontuou que medidas serão anunciadas a seu tempo, ao participar de audiência pública na Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional.

Já o presidente da estatal Petrobras (PETR4.SA: Cotações), Pedro Parente, disse a repórteres que há alternativas que não a elevação da Cide, mas que não irá se opor à ideia desde que uma eventual implementação seja guiada por estudos técnicos.

"Existem discussões sobre mecanismos de compensação ou reconhecimento das vantagens ambientais do etanol, do consumo do etanol em relação ao meio ambiente. Achamos que esse estudo realmente vale a pena prosseguir, e se o governo entender que esse é o caminho --existem outros caminhos-- achamos que está correto", afirmou Parente, que também participou da conferência do setor sucroenergético.

Mais cedo, ao palestrar no evento, Parente disse que a indústria de etanol "tem um grande futuro e é uma saída brasileira" que precisa ser incentivada, mas ressaltou que acha importante que o governo "harmonize" os incentivos aos biocombustíveis e à cadeia de petróleo e gás no país.

Atualmente, alíquota da Cide é de 0,10 real por litro para a gasolina, e 0,05 real por litro para o diesel.

Sumiço das abelhas tem relação com pesticidas, diz estudo


Propriedades dos pesticidas deixam abelhas mais propensas a desenvolverem doença


As abelhas dependem das flores para sobreviverem, uma vez que elas lhes oferecem açúcares (que dão energia calórica) e pólen (que funciona como fonte de proteína). No entanto, os benefícios são mútuos entre as duas. As abelhas, ao se alimentarem, fazem a polinização, um processo que garante a produção de frutos e sementes, assim como a reprodução de diversas plantas - ou seja, as abelhas são vitais para manter o ecossistema e promover a biodiversidade na Terra.

Contudo, nos últimos anos, foi notado um declínio em populações de abelhas nos Estados Unidos e na Europa, levantando grande preocupação sobre a escassez de polinizadores. Segundo cientistas, nessa empreitada, as abelhas se expõem a pesticidas e agentes patogênicos que podem interagir e ter fortes efeitos negativos sobre a gestão das colônias.

Um estudo identificou algumas das prováveis causas da morte e desaparecimento das abelhas e os resultados mostram que evitar a extinção das abelhas será mais difícil do que se pensava anteriormente. Após muitos testes, os pesquisadores chegaram à conclusão de que um fenômeno conhecido como Desordem de Colapso da Colônia (DCC) é a principal causa do sumiço das abelhas vivas ou mortas das colônias. Esse fenômeno já dizimou cerca de 10 milhões de colmeias em seis anos nos Estados Unidos.

Os cientistas da Universidade de Maryland e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos identificaram que pesticidas e fungicidas contaminam o pólen que é recolhido pelas abelhas -  uma contradição, já que os fungicidas foram idealizados para matarem fungos e serem inofensivos a insetos como a abelha, que são fundamentais para a biodiversidade.

Durante as pesquisas, amostras de pólen foram coletadas a partir de melancia, abóbora, pepino e outras culturas, para alimentar abelhas saudáveis. Essas mostraram um declínio significativo na sua capacidade de resistir à infecção por um parasita chamado Nosema ceranae, que se desenvolve nas células da mucosa do intestino médio das abelhas, formando esporos que são excretados juntamente com o conteúdo intestinal da abelha doente em seus excrementos, sujando mel, painéis, paredes interiores e exteriores da colmeia. Este parasita está envolvido no DCC, embora as conclusões não vinculem diretamente os pesticidas ao DCC.

Nos últimos anos, uma classe de substâncias químicas chamadas neonicotinóides tem sido associada à morte de abelhas. Por esse motivo, em 2013, a Comissão Europeia (CE) decidiu proibir o uso desses pesticidas durante dois anos para posterior análise. Porém, segundo o líder da pesquisa da Universidade de Maryland, Dennis vanEngelsdorp, a interação de vários pesticidas está afetando a saúde das abelhas. "A questão de pesticidas em si é muito mais complexa do que se pensa", diz ele. "É muito mais complicado do que apenas um produto, o que significa, naturalmente, a solução não está em apenas proibir uma classe de produto".

Foi possível constatar com o estudo que as abelhas que comeram pólen contaminado por fungicidas foram três vezes mais suscetíveis a serem infectadas pelo parasita.

27 de jun de 2017

Força-tarefa Lava Jato do MPF/PR vai recorrer para aumentar penas impostas a Palocci e Vaccari Sentença na primeira instância foi proferida nesta segunda-feira


A força-tarefa Lava Jato do Ministério Público Federal do Paraná (MPF/PR) informa que vai recorrer da sentença do juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba que condenou o ex-ministro Antônio Palocci a 12 anos de reclusão nos autos de ação penal nº 5054932­88.2016.4.04.7000. O recurso já se encontra sob análise da força-tarefa que pedirá ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) o aumento das penas impostas ao ex-ministro Antônio Palocci, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, e a João Vaccari Neto, pelo crime de corrupção; bem como a revisão da absolvição de Branislav Kontic e do benefício concedido a Renato Duque.

O MPF/PR, entretanto, ressalta a importância dessa condenação, que demonstra a possibilidade de se conjugar eficiência e agilidade da prestação jurisdicional com a garantia de todos os direitos do acusado. Além disso, a sentença reafirma o compromisso da Operação Lava Jato de trazer à Justiça todos os investigados por corrupção cuja responsabilidade seja demonstrada, independentemente de partido ou ideologia. 

Reitera-se também o compromisso do Ministério Público Federal, em suas diversas instâncias, em dar cumprimento a suas responsabilidades institucionais neste e em outros casos de corrupção, desvio de recursos públicos, criminalidade organizada e lavagem de dinheiro.

Conforme uma nova pesquisa, Jair Bolsonaro venceria no primeiro turno


Em dois cenários considerados, o deputado federal lidera com grande vantagem.

Deputado federal e pré-candidato a presidência

Bruno Avila Especialista em Política - Uma nova pesquisa presidencial surpreendeu a todos especialistas políticos. Foram considerados diversos cenários e em um deles o deputado federal Jair Messias Bolsonaro, que também é pré-candidato à presidência da República, aparece em primeiro lugar no primeiro turno de uma possível eleição em 2018.

A pesquisa
Em um primeiro cenário, desconsiderando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um possível candidato à presidência da República, o deputado federal #Jair Bolsonaro aparece em primeiro com 51% das intenções de votos, seguido de Marina Silva (REDE) com 14%. Em terceiro lugar fica Geraldo Alckmin (PSDB) com 8%, logo após o possível candidato Joaquim Barbosa (ainda sem partido) com 6%, e em quinto lugar fica Ciro Gomes (PDT) com 5% das intenções de votos.

Outros candidatos como Luciana Genro (PSol), Eduardo Jorge (PV) e Ronaldo Caiado (DEM) ficaram empatados com 2% das intenções de votos cada. Os brancos, nulos ou que não sabem somaram 10%.

Em um segundo cenário, considerando o atual prefeito de São Paulo João Doria como um dos presidenciáveis no lugar de Geraldo Alckmin pelo PSDB, e também com um candidato do PT que seria o antigo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, o pré-candidato Jair Bolsonaro ainda lidera com 37% das intenções de votos, seguido ainda de Marina Silva com 13%. Logo após vem o candidato petista Haddad empatado com Doria, ambos com 10% dos votos. Nesse cenário foi desconsiderada a candidatura de Joaquim Barbosa, ficando em quinto Ciro Gomes com 6%, e os candidatos Eduardo Jorge, Luciana Genro e Ronaldo Caiado continuaram somando 2% cada.

Nesse cenário, os números de brancos, nulos ou que não sabem aumentou para 18%.

Margem de erro e instituto que realizou
A pesquisa foi realizado pelo Instituto Vox Popular, nesta segunda-feira, dia 26 de junho, e foi divulgada pelo site "afolhabrasil", mostrando os índices de votos para dois cenários em uma eleição de 2018.

Foram ouvidas 2.771 pessoas nos dias 21 e 23 de abril, e deve ser considerada uma margem de erro de 2% para mais ou para menos. Segundo o site que divulgou, a pesquisa possui 95% de confiança.

Em nenhum dos cenários foi considerada a candidatura de Lula, já que a pesquisa considera que o ex-presidente será condenado em segunda instância em algum de seus cinco casos que é julgado como réu, ficando assim inelegível, segundo a legislação brasileira, a qualquer cargo político. 

Prefeita Marilete Vitorino participa de encontro com Ministro da Saúde


Assecom - A Prefeita de Tarauacá Marilete Vitorino e Presidente da AMAC – Associação dos Municípios do Acre, participou de uma série de atividades em Rio Branco nesta segunda feira, 26 de junho, por ocasião da vinda do Ministro da Saúde Ricardo Barros ao Estado do Acre.


Na sede da AMAC a refeita participou e coordenou uma reunião de trabalho com 14 prefeitos, gestores públicos do setor da saúde, secretários municipais e representantes de instituições ligadas à saúde pública. Participaram também Senador Gladson Cameli, deputados federais, estaduais e vereadores.


No início, a prefeita deu boas vindas a todos e agradeceu especialmente ao ministro pela sua disposição de vir ao Acre ouvir os gestores e os representantes do povo. Marilete fez referências também ao Senador Gladson Cameli, principal articulador da vinda do representante do governo federal. 

Depois a presidente passou a palavra para o ministro que fez uma palestra mostrando os avanços do setor em um ano de gestão no Brasil e anunciou R$ 6,5 milhões de investimentos para o estado do Acre. Serão R$ 6,45 milhões anuais para ampliar a assistência no estado, dos quais R$ 4,7 milhões serão destinados à Rede de Urgência e Emergência de Rio Branco e Cruzeiro do Sul e o restante para os serviços de atenção básica em 11 municípios. Cruzeiro do Sul, Sena Madureira e Senador Guiomard serão beneficiados com três ambulâncias para renovação da frota.

Um barão negro, seu palácio e seus 200 escravos


Família resgata memória de um dos homens mais ricos do Brasil Imperial e que ganhou título da princesa Isabel
 

Caio Barreto Briso - Algumas páginas poderiam se desfazer em mãos descuidadas. São documentos guardados a sete chaves há mais de um século. Embora esmaecidas, as folhas mancham de tinta os dedos de quem as manuseia. “Aqui está a história da nossa família”, diz Mônica de Souza Destro, de 44 anos, na sala de sua casa, em Juiz de Fora. Ela tem muitas pastas empilhadas na sua frente, onde guarda fragmentos de uma história tão esquecida quanto fascinante.

Revirar esses papéis é voltar ao tempo do tataravô de Mônica, o mineiro Francisco Paulo de Almeida, um dos mais importantes barões do café do segundo reinado. Titulado como Barão de Guaraciaba pela própria princesa Isabel, acumulou um enorme patrimônio no Vale do Paraíba fluminense. Suas fazendas estendiam-se pelos estados do Rio e também de Minas Gerais, somando um vasto território estimado em 250 quilômetros quadrados — e uma fortuna de quase 700 mil contos de réis, coisa de bilionário. Mas um detalhe tornava o barão diferente dos outros nobres. Ele era negro em um país escravocrata. Reinou em um mundo dominado por brancos.

— Foi um gênio das finanças. Seu patrimônio era colossal, nem a queda do café o fez quebrar. As sedes de suas fazendas eram belíssimas, ele vivia no extremo luxo. Tinha investimentos diversificados, aplicava em ações, fundou bancos. Por isso se tornou um dos homens mais ricos de seu tempo — afirma o historiador José Carlos Vasconcelos, especialista no passado do Vale do Paraíba.
 Poder. Aristocrata viveu até os 75 - Reprodução/Álbum de família

Mônica é a guardiã dos documentos históricos que reconstroem a história do barão. Com a ajuda de Vasconcelos, ela está montando a árvore genealógica de sua família. É um trabalho hercúleo. Em um software de genealogia instalado em seu computador, já cadastrou 580 nomes de parentes. A lista começa com os 15 filhos que o barão teve com a mulher, dona Brasília, e chega até Marina, de 10 anos, caçula de Mônica. Quem começou a organizar o arquivo da família foi seu avô, o engenheiro Antonio Augusto de Almeida e Souza. Até os 98 anos, idade em que morreu, cuidou com esmero de todas as fotos, inventários, testamentos e certidões de nascimento e óbito dos parentes. Cada filho e neto do barão possui uma minibiografia, escrita à mão por seu Antonio.

Embora fosse negro, o aristocrata estava longe de ser um abolicionista. Quando a princesa Isabel assinou a Lei Áurea, tinha cerca de 200 escravos na fazenda Veneza, em Conservatória, onde possuía mais de 400 mil pés de café. Mesmo com a abolição, a maioria continuou trabalhando para o barão, e alguns foram incluídos no testamento — caso de Isabelinha, que trabalhava na sede da fazenda e ganhou, na divisão da herança, o mesmo valor em dinheiro que os filhos homens: quase 2.000 contos de réis.

Para desenvolver a árvore genealógica da família, Mônica, que trabalha como secretária em um consultório médico, foi atrás dos primos mais distantes. Conheceu diversos parentes de quem nunca ouvira falar, vários deles encontrados no Facebook — nem todos se interessaram em ajudá-la. Dos 13 filhos do barão, 12 casaram e aumentaram a família — a exceção é Serbelina, a primogênita, que só viveu até os 2 anos. Com a morte do patriarca, em 1901, em uma mansão no Catete — para onde se mudou após vender o Palácio Amarelo, em Petrópolis, à Câmara dos Vereadores —, sua família se espalhou por cidades do Rio e de Minas. A maioria dos descendentes não se parece mais nem de longe com o barão. Alguns, como Mônica, têm olhos claros — as filhas de Guaraciaba se casaram com portugueses, e os filhos, com mulheres brancas.

Lembranças. Mônica Destro, tataraneta do barão: olhos azuis entre descendentes - Marcelo Carnaval / Agência O Globo

Familiares e historiadores acreditam que o barão tenha começado a vida como ouvires, especialista na confecção de abotoaduras de ouro. Também ganhava dinheiro tocando violino em enterros. Mas foi ao tornar-se tropeiro que ele teria lucrado o bastante para comprar sua primeira fazenda, em meados do século XIX.

O que ainda não se sabe sobre o barão, a tataraneta Mônica está tentando descobrir. Seu sonho é escrever um livro contando a saga do negro que conquistou o império.

— O ramo da minha família é um dos que possuem menos recursos. Mas a história está conosco. Para mim, é o que importa — afirma.

UPA do Segundo Distrito é tomada pelo terror após ameaça de invasão e assalto, diz Sintesac


Sindicato denunciou que servidores estão passando por dificuldades e totalmente sem segurança em seus locais de trabalho


A grave situação de segurança por que passa o Estado do Acre parece não ter fim. A bola da vez são as unidades de saúde a sofrerem ameaças. Na madrugada desta segunda-feira (26) o clima foi de completo terror na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Cidade do Povo, com ameaças supostamente oriundas das facções criminosas.

Francinete Barros, secretaria geral do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado do Acre (Sintesac) informou ter recebido o relato de um servidor da UPA, o qual, em pânico, disse que esta madrugada foi mais um período de terror.

“Ele trouxe a informação de que um dos bandos que domina a cidade estava preparando para fazer um arrastão na UPA para roubar quem estivesse por lá, servidor ou paciente. Os marginais teriam ainda avisado que se houvesse um segurança com arma, eles iriam tomar a arma para se fortalecerem mais para os próximos assalto”, informou a sindicalista.

Marcas de tiro na UPa que já foi alvo de tiroteio na última quinta-feira

Francinete alertou que servidores estão
passando por dificuldades
Francinete alertou que servidores estão passando por dificuldades e totalmente sem segurança em seus locais de trabalho. “O estado precisa colocar polícia armada nas unidades com urgência. Do jeito que está não dá mais para trabalhar. Se o Estado não der uma resposta, não tem como trabalhar, e quem vai pagar é população”.

A sindicalista revelou que o tiroteio ocorrido na quinta-feira foi dentro do hospital e próximo da ala da pediatria: “Isso está traumatizando os servidores, os quais por qualquer barulho mais forte estão se jogando no chão, trancando as portas e se escondendo”.

O Sintesac enviou o alerta e reclamou da falta de ação por parte do Estado, pois o terror está disseminado por todas as unidades de saúde, nas UPAS e hospitais, pois ninguém tem segurança.

Ministro da Saúde vai fazer auditoria em contratos com governo do Acre



João Renato Jácome  - Uma segunda-feira de muita discussão sobre o setor de saúde do Acre. Com a presença do ministro Ricardo Barros, mas na ausência do secretário estadual Gemil Júnior, parlamentares da oposição e situação, sindicalistas e membros de movimentos sociais apresentaram ao ministro um panorama do setor acreano.

No Acre, Barros visitou as obras inacabadas do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), e logo depois se reuniu com os prefeitos na sede da Associação dos Municípios do Acre (Amac). Na pauta, o ministro deixou bem claro: mais investimentos e a abertura de autorias para saber como estão sendo aplicados os recursos federais no estado.

Sem criticar os serviços oferecidos, o ministro foi bastante político. Ele destacou que 70% dos recursos utilizados no Huerb é fruto do caixa da União. Mas ao tempo em que alfinetou o gestor da unidade, médico Fabrício Lemos, acrescentou: “a estrutura está sendo bem utilizada para a população com os recursos disponíveis”, isso porque, segundo Lemos, ao dia, quatro ou cindo cirurgias são feitas na unidade.

“A média nacional é de 1,5 cirurgia por dia por centro cirúrgico e aqui no Huerb nós temos de quatro a cinco cirurgias por dia, com uma taxa de ocupação de mais de 90%, quando a média do Brasil é de 60%”, comparou Barros ao dizer que não há nenhuma problema para a União cumprir com o que lhe é devido.

Segundo Fabrício Lemos, o apoio do Ministério da Saúde ao estado é fundamental. “Nós ficamos imensamente felizes com a parceria do governo federal em investir na saúde do nosso estado, mas é importante salientar o esforço do governo estadual para manter a saúde do Acre, investindo sempre para levar assistência adequada e com qualidade aos usuários do SUS”, pontuou.

Auditoria em contratos

Ao conversar com a imprensa, Ricardo Barros demonstrou preocupação com a aplicação dos recursos federais no Acre. Não por acaso, repetiu, por pelo menos quatro vezes em sua visita, que vai destacar, imediatamente, uma equipe de técnicos do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus) para fiscalizar todos os contratos firmados com o Governo do Acre. Ele voltou a citar obras e investimentos.

“Em poucos dias, uma equipe do Denasus será mandada. Teremos um relatório, não só sobre essa obra, mas de outras obras inacabadas que temos aqui no estado, inclusive, o Instituto de Traumatologia, que é um hospital federal do Rio de janeiro, que tem uma extensão aqui”, destacou sem dizer exatamente quando essa visita ocorrerá.

Ao todo, destacou o ministro, o Acre recebeu, em 12 meses R$ 65 milhões, incluindo as emendas parlamentares que são, em grande parte, para obras e investimentos como a compra de equipamentos, qualificação de servidores e, ainda, ações mais internas da pasta. Ricardo Barros fez uma apresentação de 20 minutos sobre o que o governo Michel Temer fez pela saúde do Acre.

Ajuda aos municípios em crise

As cidades acreanas vão receber R$ 6,5 milhões a mais em recursos para investimentos. Esse dinheiro será investido em serviços de Urgência e Emergência, e, ainda, nos setores de Atenção Básica, contemplando, além de Rio Branco e Cruzeiro do Sul, outros 11 municípios. Além disso, o ministro garantiu que vai renovar a frota de ambulâncias nas cidades de Cruzeiro, Sena Madureira e Senador Guiomard.

“O estado tem vários problemas, porque tem várias regiões de saúde que precisam de atenção. O estado é muito amplo e cada região tem uma solução necessária e diferente. Mas, nós procuraremos investir os recursos necessários para concluir a obra, que está bastante adiantada. Não podemos colocar recursos, além daqueles que estão no convênio, por isso a auditoria”, comentou.

PGR denuncia Temer por crime de corrupção passiva


André Richter - procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou hoje (26) o presidente Michel Temer ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo crime de corrupção passiva. A acusação está baseada nas investigações iniciadas a partir do acordo de delação premiada da JBS. O áudio da conversa gravada pelo empresário Joesley Batista, um dos donos da empresa, com o presidente, em março, no Palácio do Jaburu, também é uma das provas usadas no processo. Procurado pela reportagem, o Palácio do Planalto ainda não se manifestou sobre a denúncia.

O ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) também foi denunciado pelo procurador pelo mesmo crime. Loures foi preso no dia 3 de junho por determinação do ministro Edson Fachin. Em abril, Loures foi flagrado recebendo uma mala contendo R$ 500 mil, que teria sido enviada pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS.

Para o procurador, Temer usou Rocha Loures para receber vantagens indevidas. "Entre os meses de março a abril de 2017, com vontade livre e consciente, o Presidente da República Michel Miguel Temer Lulia, valendo-se de sua condição de chefe do Poder Executivo e liderança política nacional, recebeu para si, em unidade de desígnios e por intermédio de Rodrigo Santos da Rocha Loures, vantagem indevida de R$ 500.000 ofertada por Joesley Batista, presidente da sociedade empresária J&F Investimentos S.A., cujo pagamento foi realizado pelo executivo da J&F Ricardo Saud", diz a denúncia apresentada por Janot.

Câmara precisa autorizar 

Mesmo com a chegada da denúncia, o STF não poderá analisar a questão antes de uma decisão prévia da Câmara dos Deputados. De acordo com a Constituição, a denúncia apresentada contra Temer somente poderá ser analisada após a aceitação de 342 deputados, o equivalente a dois terços do número de deputados da Câmara.

A denúncia foi enviada ao gabinete do ministro Edson Fachin, relator da investigação envolvendo o presidente. O ministro poderá conceder prazo de 15 dias para manifestação da defesa antes de enviá-la para a Câmara. A formalidade de envio deverá ser cumprida pela presidente do STF, Cármen Lúcia.

Se a acusação for admitida pelos parlamentares, o processo voltará ao Supremo para ser julgado. No caso de recebimento da denúncia na Corte, o presidente se tornará réu e será afastado do cargo por 180 dias. Se for rejeitada pelos deputados, a denúncia da PGR será arquivada e não poderá ser analisada pelo Supremo.

A regra está no Artigo 86 da Constituição Federal. “Admitida a acusação contra o presidente da República, por dois terços da Câmara dos Deputados, será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade”.

Durante a investigação, a defesa de Temer questionou a legalidade das gravações e os benefícios concedidos ao empresário Joesley Batista pela PGR na assinatura do acordo de delação premiada. Os advogados de Loures afirmam que a prisão é ilegal e que o ex-deputado não fará delação premiada.

"Nada nos destruirá"

Em discurso no Palácio do Planalto, na manhã de hoje (26), o presidente Michel Temer disse que a agenda de reformas proposta pelo governo é a "mais ambiciosa" dos últimos tempos. "Não há plano B. Há que seguir adiante. Portanto nada nos destruirá. Nem a mim nem a nossos ministros”, disse. 

26 de jun de 2017

Conheça a jovem física apontada como a "nova" Einstein"




Ela não tem conta no Twitter, no Instagram nem no LinkedIn e não atualiza seu Facebook, algo um pouco estranho se você levar em consideração seus 22 anos.

Claro que essa não é a sua única particularidade (e muito menos a mais importante), e não restam dúvidas de que ela escolheu administrar seu tempo de uma forma diferente da habitual: só assim que Sabrina González Pasterski, uma norte-americana de origem cubana, conseguiu, com sua pouca idade, formar-se no prestigiado Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), tirando nota máxima. Não contente com isso, essa jovem física, que se dedica ao estudo dos buracos negros, da gravidade e do espaço-tempo na mecânica quântica, também apresentou um doutorado na Universidade de Harvard.

Desde pequena, Sabrina demonstra uma predisposição notável para a compreensão de fenômenos físicos (aos 12 anos, ela construiu e pilotou um monomotor), e, no ano passado, sua capacidade foi mundialmente reconhecida: a revista Forbes a incluiu na lista dos 30 cientistas com menos de 30 anos mais importantes do mundo. 

Depois disso, tanto a NASA quanto Jeff Bezos, da Amazon, lhe ofereceram trabalho. Mas, no momento, ela continua publicando seus artigos e reflexões na página PhysicsGirl.

Programação Oficial da EXPOACRE – de 22 A 30 de julho de 2017


SÁBADO – DIA 22 DE JULHO
08h30 – Cavalgada que abre a Expoacre 2017. Concentração no
Calçada o da Gameleira. Desfile pela Via Chico Mendes até o Parque de Exposição es Marechal Castelo Branco;
18h00 – Abertura ao público dos estandes de exposições, setores de gastronomia e atividades de nego cios e entretenimento da Expoacre 2017;
03h00 – Encerramento de todas as atividades do dia na Expoacre
2017.

DOMINGO – DIA 23 DE JULHO
12h00 – 25º Leilão AD (Esteios Leiloes), no Tatersal do Alemão;
17h00 – Provas de Team Penning na Arena de Rodeio;
18h00 – Abertura ao público dos estandes de exposições, setores de gastronomia e atividades de nego cios e entretenimento da Expoacre 2017;
03h00 – Encerramento de todas as atividades do dia na Expoacre 2017.

SEGUNDA – DIA 24 DE JULHO
17h00 – Final da Prova de Team Penning, na Arena de Rodeio;
18h00 – Abertura ao público dos estandes de exposições, setores de gastronomia e atividades de negócios e entretenimento da Expoacre 2017;
19h00 – 7º Leilão Criadores do Acre (Esteios Leilões), no Tatersal do Alemão;
03h00 – Encerramento de todas as atividades do dia na Expoacre 2017.

TERÇA – DIA 25 DE JULHO
17h00 – Provas de Laço em dupla, na Arena de Rodeio;
18h00 – Abertura ao público dos estandes de exposições, setoresde gastronomia e atividades de negócios e entretenimento da Expoacre 2017;
19h00 – Mega leila o (Leila o Marca), no Tatersal do Alemão;
00h00 – Fechamento dos estandes de Exposições;
03h00 – Encerramento de todas as atividades do dia na Expoacre 2017.

QUARTA – DIA 26 DE JULHO
17h00 – Final da Prova de Laço em dupla, na Arena de Rodeio;
18h00 – Abertura ao público dos estandes de exposições, setores de gastronomia e atividades de nego cios e entretenimento da Expoacre 2017;
19h00 – 4º Leilão Girolando do Tonzim Fazenda Santa Terezinha (Leilão Marca), no Tatersal do Alemão;
23h00 – Show do Wesley Safadão, na nova Arena de Shows;
00h00 – Fechamento dos estandes de Exposições;
03h00 – Encerramento de todas as atividades do dia na
Expoacre 2017.

QUINTA – DIA 27 DE JULHO
18h00 – Abertura ao público dos estandes de exposições, setores
de gastronomia e atividades de nego cios e entretenimento da
Expoacre 2017;
18h00 – Provas de Tambor, 4ª Etapa da NBHA-AC, na Arena de
Rodeio;
19h00 – 1º Leilão Senepal Taquari (Esteios Leilões), no Tatersal do Alemão;
20h00 – 1º Festival de Mu sica Gospel da Expoacre 2017. Local:
Territo rio Park Show.
00h00 – Fechamento dos estandes de Exposições;
03h00 – Encerramento de todas as atividades do dia na Expoacre
2017.

SEXTA – DIA 28 DE JULHO
18h00 – Abertura ao público dos estandes de exposições, setores
de gastronomia e atividades de nego cios e entretenimento da
Expoacre 2017;
19h00 – 4º Leila o de Elite Nelore Star (Esteios Leilões/Bovinos), no Tatersal do Alemão;
20h00 – Abertura oficial das Provas de Rodeio na arena;
23h00 – Show da cantora Solange Almeida, ex-vocalista da banda Aviões do Forro , na nova Arena de Shows;
00h00 – Fechamento dos estandes de Exposições;
03h00 – Encerramento de todas as atividades do dia na Expoacre 2017.

SÁBADO – DIA 29 DE JULHO
15h00 – Abertura da prova de vaquejada Classificatória - AVAC
16h00 – 21º Leilão da Fazenda Sinuelo 2R (Esteios Leilões/Bovinos), no Tatersal do Alemão;
18h00 – Abertura ao público dos estandes de exposições, setores
de gastronomia e atividades de negócios e entretenimento da
Expoacre 2017;
20h00 – Classificatória das Provas de Rodeio na Arena;
20h00 – Show de manobras radicais em motocicletas do Grupo
Força e Ação. Local: Território Park Show da Expoacre;
00h00 – Fechamento dos estandes de Exposições;
03h00 – Encerramento de todas as atividades do dia na Expoacre 2017.

DOMINGO – DIA 30 DE JULHO
08h00 – 2ª Corrida Expoacre - Circuito Parque de Exposições com percurso 4k e 8k;
12h00 – 13º Leilaõ de Elite da Fazenda Brasil (Leilão Marca), no Tatersal do Alemão;
15h00 – Final da Prova de Vaquejada - AVAC
18h00 – Abertura ao público dos estandes de exposições, setores de gastronomia e atividades de negócios e entretenimento da Expoacre 2017;
20h00 – Final do Rodeio na Arena;
23h00 – Show de encerramento da Expoacre 2017 com a dupla
sertaneja Bruno e Marrone, na nova Arena de Shows;
00h00 – Fechamento dos estandes de Exposições;
03h00 – Encerramento de todas as atividades do dia na Expoacre 2017.

Moro condena Palocci a doze anos de prisão na Lava Jato


Ex-ministro é acusado de participar de esquema de propinas envolvendo atuação da Odebrecht junto a Petrobras e terá que pagar 1,06 milhão de reais em multa

O ex-ministro Antonio Palocci (PT) chega ao Instituto Médico Legal, em Curitiba (PR), após ser preso durante a 35ª fase da Operação Lava Jato, intitulada "Omertà" (Vagner Rosário/VEJA.com)

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato em 1ª instância, condenou, na manhã desta segunda-feira, o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci Filho (PT) a doze anos, dois meses e 20 dias de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Essa é a primeira condenação do petista, que também chefiou a Casa Civil, na operação que investiga um esquema de corrupção na Petrobras.

A decisão foi proferida em um processo que envolve a atuação da Odebrecht em contratos com a estatal, favorecida em troca de repasses de propina ao PT. Além da prisão, Antonio Palocci terá que arcar com uma multa de 1,06 milhão de reais. Segundo o juiz, o esquema teria movimentado pouco mais de dez milhões de dólares, o equivalente a cerca de 34 milhões de reais em valores de hoje. A sentença também condenou o empresário Marcelo Odebrecht, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, os marqueteiros João Santana e Mônica Moura, ex-diretores da Petrobras e ex-executivos do grupo Odebrecht.

Na sentença, Moro ressalta que Palocci não tem antecedentes, uma vez que ainda não foi condenado em outros processos nos quais é acusado. O juiz ressalta, no entanto, que deve ser considerado negativamente o fato dos valores desviados terem envolvido pagamentos de serviços em campanhas eleitorais. “A contaminação com recursos do crime do processo político democrático é o elemento mais reprovável do esquema criminoso da Petrobras”, escreveu o magistrado.

De acordo com as delações do grupo Odebrecht, que o juiz avalia terem sido corroboradas por provas, o ex-ministro interferiu nas decisões do governo federal em favor da empresa, em troca de recursos para as campanhas do PT. Seria ele o “Italiano”, codinome ao qual são associados repasses de valores nas planilhas encontradas pela Polícia Federal durante ações na empresa, nas casas e escritórios de executivos.

Nas suas alegações finais, Palocci negou as acusações e pediu a absolvição. Ele está preso preventivamente desde setembro de 2016 e continuará detido após a condenação, mesmo que recorra da decisão. O tempo cumprido agora será debitado da pena que lhe for imputada ao final do processo. O ex-ministro negocia acordo de delação premiada, com a expectativa de que possa comprometer ainda mais a situação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cujo processo entra agora no radar de Moro, uma vez que também já foram cumpridas todas as etapas processuais, faltando a sentença.

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A um passo da condenação


O juiz Sergio Moro irá condenar Lula nos próximos dias a até 22 anos de cadeia. O roteiro já foi definido. No itinerário do magistrado apenas uma etapa o separa do anúncio da sentença do ex-presidente petista: a definição da pena ao intermediário da propina, Antonio Palocci

Crédito: MAX G PINTO

AREIA MOVEDIÇA Um apartamento na praia levará Lula a ser condenado pela primeira vez por corrupção (Crédito: MAX G PINTO)

Germano Oliveira - Mais do que nunca, os olhares do mundo político e jurídico estão voltados para as movimentações do juiz Sergio Fernandes Moro, da 13ª Vara Federal do Paraná. Nos próximos dias, ele anunciará a sentença que condenará Lula à prisão no caso do tríplex do Guarujá por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O ex-presidente é acusado de ter recebido o imóvel da OAS como contrapartida às benesses que a empreiteira obteve do governo no período em que o petista esteve no poder. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o ex-presidente foi beneficiado com pelo menos R$ 87,6 milhões dados pela OAS, dos quais R$ 3,7 milhões foram usados por Lula no apartamento de três pavimentos.

Conforme apurou ISTOÉ junto a integrantes da Lava Jato, o petista vai pegar até 22 anos de cadeia – 10 anos por lavagem de dinheiro e 12 por corrupção passiva. No cronograma de Sérgio Moro só uma etapa o separa do anúncio da condenação de Lula: a definição da pena a ser aplicada ao ex-ministro Antonio Palocci, hoje preso.
RISÍVEL Advogados de Lula alegaram que o triplex era da Caixa.
Mentiram. De pronto, o banco negou (Crédito:SUAMY BEYDOUN)

Chegaram ao desplante de afirmar que os procuradores usariam, na acusação a Lula, a mesma teoria aplicada por Hitler em seu primeiro discurso como chanceler da Alemanha na qual o ditador nazista defendeu a “elasticidade dos veredictos”.

Ou seja, que a posição dos procuradores seria manifestamente contrária às provas dos autos. Uma excrescência. Ao contrário do que alardeiam os advogados do petista, o MPF dispõe de farta documentação e depoimentos que demonstram que o ex-presidente ocultou a propriedade.

Nas alegações finais enviadas ao juiz Moro, na última semana, o dono da OAS, Léo Pinheiro, atestou que o imóvel era mesmo de Lula.“O tríplex nunca foi posto à venda e as reformas foram executadas seguindo orientações dos reais proprietários do imóvel, o ex-presidente Lula e sua esposa.

O projeto de reforma foi aprovado na residência do ex-presidente”, escreve o advogado de Pinheiro, José Luiz Oliveira Lima. O advogado esclarece na defesa da OAS que o tríplex, “bem mais caro do que o apartamento que Lula tinha no local”, não saiu de graça. “Os gastos feitos eram contabilizados e descontados da propina devida pela empresa ao PT em obras da Petrobras. Tudo com a anuência de seu líder partidário (Lula)”, afirmou.

Apesar de todas as evidências de que cometeu vários crimes, Lula, como todo acusado que cai nas garras da Justiça, insiste em alegar inocência. Em entrevista a Rádio Tupi do Rio na manhã da última terça-feira 20, o ex-presidente classificou de “piada” a peça acusatória dos procuradores da Lava Jato. “Espero que o Moro leia os autos e anuncie para o Brasil a minha inocência. Eu já provei que sou inocente. Quero que eles agora provem minha culpa”, acrescentou.

Em nota oficial, os procuradores do MPF foram contundentes ao rebater Lula. “A defesa do ex-presidente está usando recursos eticamente duvidosos para atacar. Quer transformar um julgamento de crimes por corrupção em julgamento político”, dizem os procuradores do MPF. Eles reiteraram que, “apesar de todas as dificuldades para superar a impunidade, todo esse processo pode restabelecer a crença de que é possível termos um País onde todos sejam efetivamente iguais perante a lei”.
UM JUIZ IMPLACÁVEL Moro já condenou 76 pessoas na
Lava Jato. Lula está na fila. Palocci é o próximo
(Crédito:MIGUEL SCHINCARIOL
)
O imóvel efetivamente não se encontra no nome do ex-presidente, mas a corrupção está fartamente provada, já que as benfeitorias no imóvel aconteceram e constituíram uma contrapartida ao tráfico de influência exercido pelo petista em favor da OAS.

Mesmo assim, a ideia era de que o apartamento fosse transferido mais tarde para Lula. Segundo Léo Pinheiro, a transferência fazia parte do acordo firmado com Paulo Okamotto, diretor do Instituto Lula e braço direito do ex-presidente. A eclosão do escândalo, no entanto, alterou os planos.

Na última semana, o advogado de Lula, Cristiano Martins Zanin, mostrou que a defesa do petista veio para confundir, não para explicar, como versava a famosa frase de Abelardo Barbosa, o Chacrinha. Segundo ele, o imóvel havia sido transferido pela OAS para um fundo imobiliário da Caixa. O blefe se transformou num tiro no pé.

De pronto, a Caixa esclareceu que o imóvel jamais lhe pertenceu. “Ele foi dado pela OAS como garantia de uma operação de debêntures com financiamento da Caixa, mas o imóvel continua sendo da empreiteira”, afirmou a Caixa. O próprio dono da construtora, Léo Pinheiro, garantiu em depoimento ao juiz Sergio Moro que o tríplex estava destinado a Lula e sua família desde o início de 2010, ano em que a empreiteira assumiu as obras de construção do Edifício Solaris, antes pertencente à Cooperativa dos Bancários de São Paulo (Bancoop). Pinheiro fez questão de deixar claro que a OAS só aceitou assumir as obras do Solaris porque soube, por meio de João Vaccari, ex-tesoureiro do PT, que o então presidente Lula tinha imóvel no local.

Outras importantes testemunhas corroboraram a versão de Léo Pinheiro. Entre elas, o ex-zelador José Afonso. Segundo ele, Lula esteve duas vezes no imóvel, uma das quais acompanhado pelo dono da OAS. E agiu como dono do apartamento, não como alguém que desejava visitá-lo na condição de futuro comprador.

À ISTOÉ, o zelador chegou a dizer que testemunhou em 2014 a ex-primeira-dama Marisa Letícia, mulher de Lula falecida em fevereiro, pedir a engenheiros da OAS que construíssem o elevador privativo. “Como é que alguém, que não é dono, pede a construção de um elevador?”, questionou Afonso. O envolvimento de Lula nas práticas de corrupção tisnou sua imagem perante a sociedade.

Em levantamento feito pelo Instituto Paraná Pesquisas no Distrito Federal, 87,1% dos entrevistados garantiram que não votarão em candidatos citados na Lava Jato. Na pesquisa, Lula é considerado “o mais nocivo para o Brasil” para 37% das pessoas pesquisadas.

O ex-presidente foi denunciado em setembro de 2016 pelo MPF. No mesmo mês, Sergio Moro aceitou a acusação, transformando-o em réu pela quinta vez, afirmando que, dos R$ 3,7 milhões doados pela OAS ao ex-presidente, R$ 2,2 milhões constituíram vantagens oferecidas a ele por meio do apartamento 164-A do Edifício Solaris, no Guarujá.

Nesse valor, estão incluídas as reformas feitas no imóvel de 300 metros quadrados, que passou a contar com um elevador privativo, cozinha completa e área de lazer com piscina. Na denúncia formulada pelo MPF, Lula é considerado “o comandante da corrupção” na Petrobras. Ou seja, o chefão da quadrilha. “Lula dominava toda a empreitada criminosa, com plenos poderes para decidir sobre sua prática, interrupção e circunstâncias. Nos ajustes entre diversos agentes públicos e políticos, marcados pelo poder hierarquizado, Lula ocupava o cargo público mais elevado (…) Os atos de Lula, quando analisados em conjunto, e em seu contexto, revelam uma ação coordenada por ele, desde o início, com a nomeação de agentes públicos, comprometidos com o desvio de recursos públicos para agentes e agremiações políticas, até a produção do resultado, isto é, a efetiva corrupção (…) Lula é um dos principais articuladores do esquema de corrupção que defraudou contratos da Petrobras”, diz a denúncia assinada por 13 procuradores, incluindo Deltan Dallagnol, que menciona Lula como um dos políticos que usou recursos da Petrobras para enriquecimento ilícito.



O mais nocivo

Além da sentença de Moro no processo do tríplex, novos revezes se descortinam no horizonte de Lula. Para convencer o MPF a aceitar um acordo de delação premiada, o ex-governador do Rio Sérgio Cabral promete envolver o petista em mais uma falcatrua.

Entre as histórias que Cabral se dispôs a contar está uma reunião, realizada em 2009 com a presença de Lula, em que o ex-presidente teria autorizado o empresário Arthur César Soares de Menezes a pagar propina a integrantes do Comitê Olímpico Internacional em troca da escolha do Rio de Janeiro como cidade sede das Olimpíadas de 2016. Em março, o jornal francês Le Monde já havia abordado o assunto.

De acordo com a publicação, o Ministério Público da França descobriu que Arthur César Soares pagou US$ 1,5 milhão ao presidente da Associação Internacional de Federações de Atletismo, Lamine Diack, três dias antes da votação que confirmou o Rio como sede dos Jogos.

Incapaz de se reinventar, o petista insiste no surrado discurso da vitimização. “Já provei minha inocência. Agora quero que provem a minha culpa. Mexeram com a pessoa errada”, disse em tom de ameaça, tal qual um capo mafioso. Não cola mais. Apesar de as investigações da Lava Jato atestarem que toda a política nacional está corrompida, resta evidente que a corrupção institucionalizada na era petista no poder não foi mera continuidade de um sistema corrupto, como adora alegar setores da esquerda. Sem dúvida, existe um “antes e depois de Lula”.

Não que a corrupção não existisse, por óbvio. Mas, sob o petista, a bandalheira foi transformada em política de Estado. É como se o Estado tivesse sido posto à venda. No governo dele e de sua sucessora, o pentarréu valeu-se do discurso histórico de esquerda, qual seja, de intensificação da intervenção do Estado na economia para angariar novas oportunidades de negócio à cúpula petista.

O caso da exploração do pré-sal é emblemático. Por trás daquilo que era apresentado como defesa do interesse nacional estava uma intencional e bem articulada ampliação do Estado como balcão de negócios. A serviço de um partido e de interesses particulares, como foi o caso do tríplex.

A realidade exposta pelos depoimentos colhidos por Moro é pródiga em demonstrar que o mito do herói, cultivado pelo PT nos últimos quarenta anos, serve melhor à literatura farsesca do que à política. Lula exerceu papel determinante na construção da pior crise política, econômica e moral da história recente do Brasil. Se ainda pairam dúvidas sobre qual caminho o País deverá seguir em 2018, o lulopetismo já apresentou abundantes motivos para o brasileiro saber qual trilha deve ser evitada.

Num artigo escrito, em 2004, para a Revista Jurídica do Centro de Estudos Judiciários sobre a Operação Mãos Limpas ocorrida na Itália nos anos 1990, o juiz Sérgio Moro a descreveu como “uma das mais impressionantes cruzadas judiciárias contra a corrupção política e administrativa”. E acrescentou: “se encontram presentes várias condições institucionais necessárias para a realização de ação semelhante no Brasil”. Estava certo o magistrado. E a condenação de Lula, a ser confirmada também pela segunda instância, será o seu apogeu, sem a qual a Lava Jato não terá feito qualquer sentido.

Mãos limpas

No mesmo artigo, Moro analisou o caso de Bettino Craxi, líder do Partido Socialista Italiano (PSI), primeiro socialista chefe de um governo na Itália (1983-1987) e um dos principais alvos da Operação Mãos Limpas. Moro sublinhou que Craxi, àquela altura já alvo de investigações e depois de refutar várias vezes o seu envolvimento, reconheceu despudorada e cinicamente, sem corar a face, o cometimento das práticas ilícitas em célebre discurso no Parlamento italiano, em 3 de julho de 1992, servindo-se de argumentos muito semelhantes aos utilizados pelo PT e por Lula: “Casos de corrupção e extorsão floresceram e tornaram-se interligados. O que é necessário dizer e que todo mundo sabe é que a maior parte do financiamento da política é irregular ou ilegal. Os partidos e aqueles que dependem da máquina partidária, de jornais, de propaganda, atividades associativas ou promocionais têm recorrido a recursos irregulares”.

As coincidências não param por aí. Em dezembro de 1992, Craxi receberia um documento de dezoito páginas no qual era acusado de corrupção, extorsão e violação da lei de financiamento de campanhas. A base da acusação era a delação premiada de Salvatore Ligresti, amigo pessoal de Craxi preso em julho de 1992.

Dizia ele que o grupo empresarial de sua propriedade teria pago cerca de US$ 500 mil desde 1985 ao Partido Socialista Italiano em troca de favores. Em janeiro de 1993, chegou à residência do político o segundo aviso com acusações de que a propina teria beneficiado não apenas o PSI, como também a ele próprio. Um mês depois, Craxi renunciou ao posto de líder do partido.

Transformado em símbolo do que havia de pior na política italiana, Craxi chegou a ser alvo de uma chuva de moedas ao andar pelas ruas de Milão. Ao condenar Lula, Sergio Moro terá alcançado, ironicamente 13 anos depois de ter escrito o artigo, a versão tupiniquim do corrupto italiano Bettino Craxi.

Uma relação tão delicada

A JBS, que no início chamava-se apenas Friboi, transformou-se na maior produtora de proteína animal do mundo graças ao governo Lula, que deu mais de R$ 10 bilhões em empréstimos do BNDES com juros de pai para filho ao grupo de Joesley Batista. Com essas mamatas todas, a JBS deu um salto de 3.600% no faturamento durante o governo petista. Em 2006 faturava R$ 4,7 bilhões e em 2016 passou para R$ 170,4 bilhões. Apesar de Lula turbinar os negócios do amigo Joesley, o empresário vem tentando se esquivar desse relacionamento mais do que próximo. A amizade era tanta que houve boatos de que ele era sócio de um dos filhos de Lula.

AMIGOS PRA SEMPRE Lula e Joesley (de camisa branca) 
sempre foram muito próximos, mas o dono da JBS
 diz que só se encontrou com o ex-presidente duas vezes 
(Crédito:Divulgação)
Mentiu. Afinal, no depoimento da delação premiada que o próprio dono da JBS concedeu aos procuradores do Ministério Público Federal (MPF) em Brasília, em março último, Joesley relatou diversas outras conversas com Lula.

Um desses encontros, segundo Joesley, aconteceu em outubro de 2014 na sede do Instituto Lula, quando o empresário alertou o ex-presidente de que a JBS já havia doado R$ 300 milhões à campanha do PT , o que ele considerava “perigoso”, caso viesse a conhecimento público. “Lula me fixou nos olhos, mas não disse nada”, afirmou Joesley aos procuradores. Os encontros dos dois, portanto, eram constantes. Os dois se falavam com frequência por telefone também.

Coube ao ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) desmentir Joesley. Em carta escrita de próprio punho da cadeia de São José dos Pinhais, onde está preso desde o final do ano passado, Cunha disse que o dono da JBS faltou com a verdade. “No dia 26 de março de 2016, sábado de aleluia (véspera da Páscoa), houve um encontro entre eu, ele e Lula, a pedido do Lula, para discutir o impeachment de Dilma”, diz Cunha na carta. Nessa reunião, acrescentou Cunha, realizada na casa do empresário, “pude constatar que a relação de Lula e Joesley era de constantes encontros”. O ex-deputado afirmou que pode provar o que está falando por meio de recibos do aluguel dos carros que utilizou em São Paulo para ir à casa de Joesley encontrar o ex-presidente petista.


A CARTA Eduardo Cunha diz, em mensagem escrita na prisão, que os encontros de Lula e Joesley eram constantes