11 de fev de 2016

CONSTRUTORA É MULTADA EM QUASE R$ 4 MIL POR "ERROS" EM OBRA NA MT-040; CONTRATO PODE SER CANCELADO


Foto: José Medeiros/GCom-MT

Olhar Direto/Viviane Petroli - A construtora Dínamo foi multada em R$ 3.947,86 por problemas na execução das obras de duplicação do terceiro trecho da Rodovia Palmiro Paes de Barros (MT-040), que liga Cuiabá a Santo Antônio de Leverger. Os "erros" foram constatados pelo governador Pedro Taques e pelo secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo Duarte, durante vistoria nesta quarta-feira, 10 de fevereiro, e o contrato pode ser cancelado. Trabalhos foram retomados em outubro de 2015, após seis anos paralisadas.

A multa foi aplicada na última segunda-feira, 08 de fevereiro, e a empresa possui, ainda, o prazo de cinco dias para contestar e apresentar os motivos que levaram o asfalto ao desgaste.

A obra foi fiscalizada pelo laboratório ambulante da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT). Conforme o diagnóstico, as falhas se deram em decorrência a problemas na execução da obra.

De acordo com o governador Pedro Taques a atual administração do Governo de Mato Grosso "não recebe obra 'meia-boca', que não esteja 100% dentro do padrão de qualidade que queremos implantar. O cidadão tem esse direito".

Taques, ainda, ressaltou que a obra estava há muito tempo parada. "A obra tem um prazo natural para ser concluída. O que não pode é demorar e entregar mal feito. Não aceitaremos isso. Esse é um patrimônio publico, a rodovia é um patrimônio publico. Rodovia não é só para carregar carga. As pessoas têm o direito de transitar aqui. O estudante, o trabalhador. Não recebemos obra de baixa qualidade".

Segundo o secretário de Infraestrutura, Marcelo Duarte, o contrato com a construtora pode ser cancelado. Duarte destaca que o apoio obtido do governador é importante para o andamento das obras em Mato Grosso. " Nós temos técnicos que sabem o que fazer, porém em governos passados a orientação política era diferente. Esse governo é comprometido com o cidadão, em entregar para o cidadão aquilo que foi contratado. Nem mais, nem menos. Essa obra vai ser retomada. Muitos defeitos aqui identificados não podem ser corrigidos nessa época, sob pena de ficar pior. A gente vai ter que arrancar essa capa e colocar uma capa nova".

Problemas encontrados

Entre os problemas constatados na MT-040 está falha de desagregação, ou seja, pouco material betuminoso colocado, o que levou o asfalto a se soltar, provocando buracos. Ainda foram constatadas a presença de pouco piche em alguns pontos e excesso de piche em outros pontos. 

O secretário de Infraestrutura relata que também foi localizado um trecho com defeitos estruturais, deixou o asfalto ‘borrachudo’. "Nesse caso terá que mexer não só na capa, mas também na base. O problema não é espessura do asfalto, é maneira como foi feito. Esse asfalto chama-se TSD. Esse asfalto pode receber o recapeamento de CBOQ, que é o asfalto a quente. Mas tem que ser feito com qualidade. Não estamos exigindo nada além do que foi contratado e é por isso que essa empresa foi multada", explica o porquê da multa.

As obras de duplicação da MT-040, entre o quilômetro 05 e 28, teve início em 1º de outubro de 2015. A previsão de conclusão da obra é dezembro deste ano. A obra faz parte do pacote de rodovias contempladas no programa Pró-Estradas vale do Rio Cuiabá e recebe investimento de R$ 21,581 milhões para a sua reconstrução e duplicação.

GOVERNO DEVE ANUNCIAR CORTE DE CERCA DE R$25 Bi PARA 2016 NA 6ª, DIZEM FONTES


Em meio ao cenário econômico mais complicado, o governo deve anunciar na sexta-feira cortes de cerca de 25 bilhões de reais no Orçamento deste ano, informaram à Reuters duas fontes com conhecimento sobre o assunto.

Nesta manhã, a Junta Orçamentária --formada pelos ministros Nelson Barbosa (Fazenda), Jaques Wagner (Casa Civil) e Valdir Simão (Planejamento)-- se reúne no Palácio do Planalto. Dentro do governo, no entanto, ainda havia a discussão se o anúncio do contingenciamento poderia ser postergado para março.

"O jogo precisa começar. Se deixar para março (o anúncio dos cortes), os ministérios não vão entender que este é um ano também difícil", afirmou uma fonte da equipe econômica diretamente ligada ao tema, que pediu anonimato.

Na sexta-feira, o governo tem de publicar o decreto com a programação orçamentária e financeira deste ano, estabelecendo o cronograma mensal de desembolso dos órgãos, fundos e entidades do Poder Executivo. O anúncio dos cortes não precisa ser feito na sexta. 

A fonte, que falou em condição de anonimato, indicou, porém, que a postergação dos cortes poderia passar uma mensagem errada sobre a necessidade de rigor com o Orçamento. Disse ainda que o contingenciamento deve ficar em torno de 25 bilhões de reais.

Um deputado federal com trânsito na equipe econômica, que também pediu anonimato, confirmou o corte no Orçamento que, segundo ele, girará entre 20 bilhões a 30 bilhões de reais e que deve ser anunciado junto com o decreto de programação orçamentária.

Por lei, o governo deve divulgar esse cronograma de execução mensal de desembolso até 30 dias depois da publicação do Orçamento. A presidente Dilma Rousseff sancionou sem vetos o Orçamento de 2016 em 14 de janeiro.

Já sinalizando um ano de aperto fiscal, o governo editou decreto no mês passado limitando em 1/12 os valores para movimentação e empenho de despesas discricionárias até a divulgação da programação orçamentária, medida para assegurar o cumprimento da meta de superávit primário do ano.

A meta de superávit primário deste ano foi estabelecida em 30,554 bilhões de reais, equivalente a 0,5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), para o setor público consolidado. Agentes econômicos e até integrantes do governo acham difícil o cumprimento desse objetivo, diante do quadro recessivo vivido pelo país que afeta a geração de receitas.
O governo também prepara alternativas para flexibilizar a meta de primário deste ano, criando bandas de oscilações e limite para os gastos públicos.

(Por Patrícia Duarte e Marcela Ayres)

TRIBUTO AO PASSADO - D. PEDRO II EM MEMÓRIAS DO EXÍLIO - 11/02/2016


Ao chegar a Portugal, como exilado, Dom Pedro II ouviu de um jornalista:

— Vossa Majestade aqui não é um proscrito. Todos vos estimamos, respeitamos e reverenciamos.
O povo nas ruas de Lisboa, clamavam “Viva o magnânimo!”

O Conde Afonso Celso narra a visita de condolências que ele e seu pai, o Visconde de Ouro Preto, fizeram a D. Pedro II por ocasião da morte da Imperatriz:

“Era modestíssimo o seu quarto”. A um canto, cama desfeita. Em frente, um lavatório comum. No centro, larga mesa coberta de livros e papéis. Um sofá e algumas cadeiras completavam a mobília. Tudo frio, desolado e nu.

D. Pedro II do Brasil não aceitou a ajuda financeira de seu sobrinho-neto D. Carlos I, rei de Portugal. D. Carlos I lhe ofereceu voluptuosa quantia e um palácio para residir sem custos.

Mas Pedro II sabia que ali não era o seu lugar, não seria ético em sua visão.

Os joelhos envoltos num cobertor ordinário, trajando velho sobretudo, D. Pedro II lia, sentado à mesa, um grande livro, apoiando a cabeça na mão. Ao nos avistar, acenou para que nos aproximássemos. Meu pai curvou-se para beijar-lhe a mão. O Imperador lançou lhe os braços aos ombros e estreitou-o demoradamente contra o peito. Depois, ordenou que nos sentássemos perto dele. Notei lhe a funda lividez.

Houve alguns minutos de doloroso silêncio. Sua Majestade o quebrou, apontando para o livro aberto e dizendo com voz cava:
— Eis o que me consola.

— Vossa Majestade é um espírito superior. Achará em si mesmo a força necessária.

D. Pedro não respondeu. Depois de novo silêncio, mostrou-nos o título da obra que estava lendo, uma edição recente da “Divina Comédia”. Então, com estranha vivacidade, pôs-se a falar de literatura, a propósito do livro de Dante Alighieri. Mudando de assunto, discorreu sobre várias matérias, enumerando as curiosidades do Porto, indicando-nos o que, de preferência, deveríamos visitar. Não aludiu uma única vez à Imperatriz.

Só ao cabo de meia hora, quando nos retirávamos, observou baixinho:
— A câmara mortuária é aqui ao lado. Amanhã, às 8 horas, há missa de corpo presente.

“Saímos. No corredor, verifiquei que o meu chapéu havia caído à entrada do aposento imperial.” Voltei para apanhá-lo.

“Pela porta entreaberta, presenciei cena tocantíssima: Ocultando o rosto com as mãos magras e pálidas, o Imperador chorava como um menino; por entre os dedos escorriam lhe as lágrimas, que caíam sobre as estrofes de Dante.

Via Facebook - D. Pedro II do Brasil

PRF FLAGRA 32 MOTORISTAS DIRIGINDO EMBRIAGADOS NAS RODOVIAS DO ACRE E RONDÔNIA


Dos mais de 6 mil veículos fiscalizados até a meia-noite desta terça-feira, 834 multados, aproximadamente 64 foram recolhidos aos pátios da PRF


Desde a última sexta-feira (5), policiais rodoviários federais estiveram mobilizados em trechos considerados críticos para aumentar a sensação de segurança dos usuários de rodovias federais em nas rodovias de Rondônia e Acre.

Apesar do esforço de fiscalização e dos trabalhos de sensibilização em relação à bebida ao volante, 32 condutores foram flagrados dirigindo embriagados. Todos foram presos.

De sexta até terça-feira (9), aconteceram 32 acidentes, sendo que três pessoas ficaram em estado grave e uma delas morreu. Em 2015, (de 13 a 17 de fevereiro) foram 29 acidentes, 5 acidentes graves, 22 feridos e 2 mortos. Os números da PRF apresentam um aumento de 45% de feridos e uma redução de 100% nos óbitos.

Excessos que matam

Muitos condutores insistem em desobedecer as regras de velocidade das vias. Somente nesses cinco dias, 707 veículos foram flagrados com excesso de velocidade. A ultrapassagem proibida também foi alvo de fiscalização. Mais de 130 condutores já foram multados.

Dos mais de 6 mil veículos fiscalizados até a meia-noite desta terça-feira, 834 multados, aproximadamente 64 foram recolhidos aos pátios da PRF e somente serão liberados após o saneamento das irregularidades. As diárias nos pátios variam de R$23,03 a 140,72.

A operação segue até a meia-noite desta quarta-feira, 10. O balanço final será divulgado nesta quinta-feira, 11, a partir das 16h.

FACECOISAS -11/02/2016


NO RECIFE, ADVOGADO É DETIDO APÓS FUMAR DENTRO DO BANHEIRO DE AERONAVE


O funcionário da companhia alertou ao passageiro sobre o perigo e a proibição de fumar no dentro do avião


 Diário de Pernambuco - A Delegacia de Imigração da Polícia Federal, localizada no Aeroporto dos Internacional dos Guararapes-Gilberto Freyre, prendeu um advogado recifense flagrado fumando dentro do banheiro de um avião. O homem de 58 anos foi detido, na madrugada desta terça-feira (9/2), depois que o comandante da aeronave da empresa Avianca que fazia o trecho Galeão/Recife acionou a PF.

Segundo o piloto e um comissário de bordo, o advogado havia pedido bebida alcoólica (indisponível) durante o voo e exalava um forte odor de cigarro. Em seguida, o passageiro se dirigiu até o banheiro e, quando saiu do local, o comissário notou um, novamente, um odor de cigarro. No vaso sanitário, foi encontrado e fotografado o resto de cigarro, boiando na bacia sanitária. 

O funcionário da companhia alertou ao passageiro sobre o perigo e a proibição de fumar no dentro do avião e avisou ao comandante. Abordado pelos tripulantes, o advogado foi questionado se estava ciente de ter violado uma legislação federal informada em um vídeo de segurança e nos cartões colocados nos bolsões da poltrona. De acordo com a equipe, o advogado teria confirmado ironicamente saber disso.

Após o pouso do avião no Aeroporto dos Guararapes o passageiro foi retirado sem ter oferecido nenhuma resistência. Na Polícia Federal, ele usou do direito constituição de só falar perante o Juiz e foi autuado em flagrante pelo crime previsto no artigo 261 do Código Penal por “expor a perigo embarcação ou aeronave". Caso seja condenado, poderá pegar pena que varia de dois a cinco anos de reclusão. 

10 de fev de 2016

ACABOU O PALCO DE ILUSÕES. É QUARTA-FEIRA DE CINZAS


Blog do Carioca - Cinzas. Assim se resume o estado de espírito de muitos que esqueceram todos os problemas, as dívidas, soltaram literalmente a franga, enfim, fizeram o seu próprio samba enredo, descobriram seus mais nobres segredos, resolveram mostrar para o mundo - através das redes sociais - as suas verdadeiras máscaras.

E agora, qual samba enredo vai ser parte de sua rotina. A batucada acabou, tire a fantasia.

O que fizemos com aquele Brasil próspero e divino, a caminho do desenvolvimento, do progresso, da ordem e da paz social, que se cantava no palco, nas marchinhas, no prazer de uma bebida, uma curtida, um selinho, o jeitinho brasileiro.

Observe que o mundo, não somente no carnaval, tem mulheres andando peladas, homens se vestindo de mulheres, por isso, não mate e nem pratique violência ou assédio. É a vida real tal qual as ilusões de um bloco, a coletividade cega do carnaval.

E voltarás as mesmas ruas, encontrarás os palcos desertos, sem luzes, sem brilho, arquibancadas vazias, apenas esqueletos de madeira, farrapos de ornamentos sem sentido, bonecos rasgados, um encarnado sem vida, alegorias e adereços, tudo batido pelo vento, volta-se à realidade.

Qual escola foi nota 10?
Onde está a harmonia, os mestres-salas e as porta bandeiras?

O carnaval é uma festa popular que faz parte da identidade nacional há séculos. Isso é fato. Mas o Brasil e você pode ser muito mais do que exclusivamente Carnaval.

TALVEZ, A ÚNICA FOTO DE UM NAVIO NEGREIRO - REGISTRO PARA QUE IMBECILIDADES COMO ESSA NUNCA MAIS ACONTEÇA



Possivelmente a única fotografia de um navio negreiro, esta foi feita por Marc Ferrez, em 1882. O navio que transportava as vítimas da escravidão era francês e a foto foi produzida de forma clandestina.
Facebook - Historia do Brasil

9 de fev de 2016

O QUE É FALSO E O QUE É VERDADEIRO NOS BOATOS SOBRE ZIKA



Veja tudo AQUI em uma boa reportagem da BBC

AGENTES FEDERAIS DIVULGAM CARTA-BOMBA: PF NO FIM DOS TEMPOS


Claudio Tognolli - Yahoo Notícias - Foi divulgada na noite de ontem, via Facebook, uma carta de 14 páginas, repleta de notas de rodapé, assinada pelos Agentes Federais do Brasil.

Confira a íntegra aqui

Trata-se de um petardo armagedônico, com 92 notas de rodapé que remetem a provas a subscrever as denúncias.

A palavra que mais brota do documento é “sucateado”.

Por exemplo: binóculos da marca Sophie custaram 80 mil dólares cada um. E não funcionam por falta de atualização de software.

O Tetrapol, caro sistema de comunicações comprado pela PF está parado e nunca foi usado. O AFIS, automated fingerprint identification, um sistema de identificação automatizada de impressões digitais, está sendo “ desmontado por má gestão”, denuncia a carta.

Lanchas adquiridas por força do governo dos EUA, após os atentados de 11 de setembro, estão em eterna manutenção.

Os chamados Vants, veículos aéreos não tripulados, refere o documento, “já não decolam mais”

O Comando de Ações Táticas de Brasília comprou 3 lanchas modernas, cada uma a um milhão de rais, para a nobre tarefa de patrulhar o Lago Paranoá.

Diz o documento ainda que entre 2008 e 2014 a PF tenha gasto RS$ 32 milhões somente com a mudança de lotação de membros do efetivo, ao custo de RS$ 156 mil por troca.

A missiva termina assim: “Não, senhores, a PF não é essa da Operação Lava Jato que tanto sucesso faz junto a opinião pública. A PF enfrenta graves problemas internos, que levam até o suicídio de seus membros. A PF precisa de um choque de gestão”.

A carta é tida e havida como a maior denúncia, com dados, já feita na história da PF

8 de fev de 2016

USO DO FGTS COMO GARANTIA DE EMPRÉSTIMO CONSIGNADO É QUESTIONADO



Trabalhadores, empresários e advogados são contra a intenção do governo de liberar parte do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço como garantia de empréstimo. A Maioria considera que eficácia será pequena e que só bancos serão beneficiados


Simone Kafruni, Antonio Temóteo - Sem alternativas para tirar o Brasil da recessão, o governo insiste no modelo esgotado de estímulo ao crédito para tentar alavancar uma retomada do crescimento. A tacada mais recente, porém, acendeu o sinal de alerta nos especialistas, ao colocar na berlinda o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), uma das conquistas mais importantes dos trabalhadores e a última tábua de salvação dos milhares de brasileiros que estão perdendo os empregos.

O Executivo pretende editar uma Medida Provisória (MP) que possibilitará o uso de parcela do FGTS como garantia nas operações de empréstimos consignados. Conforme o Ministério da Fazenda, “a proposta tem potencial para desenvolver o crédito no setor privado brasileiro e deve diminuir a taxa de juros dessas operações”. Para advogados, representantes dos trabalhadores e empresários, contudo, o momento não podia ser pior, com aumento das taxas de desemprego e saques cada vez maiores do FGTS. Se aprovada, alertam os especialistas, a medida vai incentivar o endividamento.

A ideia do governo é que o trabalhador do setor privado possa utilizar sua multa rescisória, correspondente a 40% do saldo acumulado, e até 10% da sua conta vinculada ao FGTS para prestar garantia em operações de crédito consignado. Atualmente, a modalidade é mais viável para servidores públicos, aposentados e pensionistas porque a estabilidade da renda permite juros mais baixos (veja quadro).

“Com base no saldo atual do FGTS (R$ 342 bilhões), os 40% da multa por demissão sem justa causa e os 10% dos depósitos correspondem a R$ 170 bilhões. Se apenas 10% dos recursos forem dados como garantia, isso viabilizaria R$ 17 bilhões em crédito consignado para os trabalhadores do setor privado”, calcula o Ministério da Fazenda, que aposta numa redução dos juros praticados por conta da garantia.

O presidente do Instituto Fundo Devido ao Trabalhador, Mario Avelino, duvida da estimativa. “Hoje, os bancos cobram 41% em média de juros para operações com trabalhadores da iniciativa privada ante média de 21% a 26% dos demais, ou seja quase o dobro. Quem garante que os juros vão cair? Essa medida é um presente para os bancos”, diz.

7 de fev de 2016

POR QUE O ASFALTO BRASILEIRO É MESMO UMA PORCARIA


 Estrada após terremoto no Japão: veja o tamanho das estruturas compactadas de solo e camadas que formam a rodovia. Aqui, nem sempre exigências técnicas são seguidas


BR 210 - Amapá 

Marco Prates Marco Prates - No primeiro semestre deste ano, o Tribunal de Contas da União (TCU) resolveu fazer uma fiscalização mais rigorosa e in loco de 11 estradas completamente novas ou refeitas pelo país. Em tese, todas elas deveriam cheirar a asfalto novo e serem lisas como gelo de quadra de patinação (sem a parte escorregadia).

Mas o que o TCU encontrou, para ficar em um exemplo extremo, foi a BR-316, no Maranhão.

Em seu primeiro ano de vida nova, ela já apresentava problemas em 82% de sua extensão, “inclusive com trechos em que não há mais revestimento asfáltico”, dizia o relatório do tribunal.

Era uma rodovia que deveria durar oito anos, segundo o contrato.

Trata-se de um episódio absurdo, mas poucos brasileiros se dirão consternados por ele. Muito provavelmente, porque estes mesmos brasileiros se lembram das últimas obras de recapeamento de vias em suas cidades, tão comemoradas por políticos locais.

Na maior parte dos casos, como disse um especialista ouvido por EXAME.com, elas não duram “duas chuvas”.

Diante deste cenário, em que as autoridades desejam que os cidadãos comemorem operações tapa buraco – por si só um atestado de trabalho mal-feito, seja no projeto, na construção ou na manutenção – é de se perguntar porque as estradas em países desenvolvidos não só parecem melhores, como duram mais.

Para tirar o assunto a limpo, EXAME.com conversou com dois professores universitários que lidam com pavimentação diariamente tanto em sala de aula quanto na prática, por meio de empresas de consultoria em engenharia.

As declarações, cujos trechos estão transcritos abaixo, não são nada surpreendentes, mas servem para constatar o óbvio: é hora de se exigir que novas rodovias sejam feitas com projetos técnicos realistas, que estes sejam integralmente seguidos pelas construtoras e posteriormente checados pelo governo na entrega. E que, daí, se siga a manutenção.

Hoje, segundo especialistas, falhamos em todas essas etapas, e não por falta de capacidade. É certo: a conta sai muito mais salgada no "modus operandi" atual do que se houvesse seriedade em todo o processo.

Voltemos ao exemplo que abre esta matéria: os 107 milhões que saíram dos cofres públicos para recapear a BR-316 – um investimento que deveria durar no mínimo 8 anos, vale lembrar – foram seguidos por uma nova licitação apenas três meses após a entrega. Era preciso, afinal, recuperar o que já havia sido recapeado. De graça? Claro que não. O custo foi de outros 72 milhões de reais.

Veja abaixo trechos dos depoimentos dos dois especialistas em pavimentação.

Dickran Berberian, professor da Universidade de Brasília (UnB), e presidente da Infrasolo, empresa especializada em patologia de edificações

Respeito
“Nós, brasileiros, conhecemos muito bem a questão da pavimentação. Temos solo extremamente propício. Temos asfalto (material produzido pela Petrobras) da melhor qualidade. O que falta no Brasil é vergonha. Não há outra restrição, como ocorre para outros povos. Existem aqui dois tipos de pavimentação: a da técnica correta e a política. A política é aquela antes das eleições, que tem vida útil de duas chuvas”.

Água 
“O leigo imagina que o revestimento asfáltico (que fica por cima) é o mais importante na durabilidade e segurança. É importante, mas não o mais. Isso porque, para se fazer o asfalto, começa-se da camada original do terreno, chamada de sub-leito. Essa camada é feita de terra e solo compactado. É a espinha dorsal do pavimento. E o solo não gosta de água. Se molhar, perde a resistência. Essa é no fundo a principal função do revestimento: não deixar entrar água no sub-leito, na sub-base e na base".

"O buraco é um atestado de negligência. Começa assim: se o asfalto deformar mais que o limite calculado, se produz uma trinca, que é o primeiro câncer. Na primeira chuva, a água desce pela trinca. Ela enfraquece a estrutura que é de solo. Na próxima chuva, já se cria deformação. Na chuva seguinte, a água já entra pelas trincas e laterais não protegidas. No próximo ano, aquela deformação vira panela. E na próxima, cratera. E dá-lhe tapa buraco, réplica do tapa buraco e tréplica do tapa buraco. Falta a manutenção do nosso asfalto. Pode-se fazer um paralelo com dor de dente: tratou a cárie no começo não tem dor, não toma tempo, não fica caro e não perde o dente”.

Fiscalização
“Outro problema são os projetos que já vêm do governo com restrições de verba, e o pouco que vem é mal operacionalizado em parte pelo fiscal, o servidor. Do lado do governo, existe a questão do fiscal que aprova e recebe – e o governo paga – uma rodovia sem que ela esteja bem feita. Muitos entram em esquemão (com as construtoras), que é afinal o grande problema desse país”.

Exigência baixa
“A estrada tem que ser lisa, não pode ter sinal de emenda entre uma faixa e outra. Por uma questão cultural, os fiscais e executores acham que aquele padrão está bom. Também não estamos acostumados a ver coisa de qualidade com o mesmo custo. Há pessoas que estão felizes (com novas estradas e recapeamentos) e nem sabem que, com o imposto que se paga, dá para fazer coisa muito melhor. O próprio operário não tem capricho de ver a coisa bem feita. Isso não quer dizer que já não foi pior”.

Tecnologia
“De certa forma, estamos um pouco parados no tempo (em relação à tecnologia de pavimentação), mas mesmo com as metodologias dessa época (50 anos atrás), se seriamente executadas, 90% dos problemas não existiriam”.

João Virgílio Merighi, professor de engenharia da Universidade Presbiteriana Mackenzie e diretor técnico da Latersolo

Projetos
“Isso é falta de respeito para com a sociedade. Pavimento tem projeto e muitas vezes nem se faz um. São eles que determinam as espessuras mínimas necessárias considerando o uso (da rodovia) e os materiais (que serão usados). E ocorre muito o seguinte: “olha, para consertar a estrada, a espessura deve ser de 7 cm”, mas aí vem um político e fala que só tem dinheiro para 3. O que se faz? Pega o dinheiro, divide pelos quilômetros que se quer fazer e se encontra a espessura".

"Quando o TCU reclama, não é só da camada de cima do pavimento. É uma sucessão de erros. Se fosse só na ultima camada, se poderia errar o quanto quisesse. Sempre parabenizo o TCU quando eles batem forte, mas, na verdade, o que precisamos é modelo de contrato em que empresas são punidas. Isso aconteceu nos Estados Unidos nos 90”.

Tecnologia 
“O país está atrasado tecnologicamente. Mesmo usando tecnologia dos anos 60, fazemos pavimentos bons. (Em relação às rodovias do exterior) Também conseguiríamos fazer bons pavimentos, mas não tão bons quanto. Por exemplo, quando você dirige um carro e está chovendo, é importante ter aderência para o carro não derrapar. Nosso método antigo não prevê isso. O método moderno entra ainda com aderência para um veiculo que esteja a 100 km/h parar, por exemplo".

Material
"Tem também a qualidade de materiais. Quantos fabricantes de asfalto temos no Brasil? Um, a Petrobras. Não tem concorrência. O que existe é a indústria de aditivos químicos para melhorar qualidade do asfalto e aumentar a resistência do material. Será que eles são colocados conforme estão escritos nos editais? Além disso, você tem um país com extensões e climas diferentes, mas tudo é colocado no mesmo saco. Muitas vezes, estão empregando técnicas e tecnologias do Sul em obras lá no Norte. A nossa infraestrutura daqui, no Norte dura 6 meses ou um ano”.

Qualificação
“Não temos pessoas de elevado nível técnico para atender a demanda. Muitas vezes, não é dinheiro: precisa-se é de gente capacitada. Metade ou mais (dos engenheiros) não estão. Muitos estão errando e não sabem, por falta de conhecimento técnico. Isso é um grande entrave”.

Custo
“(Para se fazer estradas de boa qualidade e durabilidade) Você teria um acréscimo, grosseiramente, de 20 a 30% no preço. Basta fazer bem feito. Tem que selecionar solo e fazer obra com engenharia. Pavimento é para se pensar de 40 a 50 anos. Mas a conversa começa em pelo menos 20 anos. É só controlar a obra. Minha sugestão é colocar nas placas a durabilidade prevista. Só por no edital: “se arrebentar antes, você paga a conta”. Todo mundo vai tomar cuidado, desde que se diga “olha, a durabilidade é de 30 anos, se acontecer algo em 5, 10, 15, você vai pagar a conta”. O governo ainda está começando a exigir desempenho”. 

NÃO MESMO!

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MICROCEFALIA: FAMÍLIAS VÃO A JUSTIÇA EM BUSCA POR REMÉDIOS E ITENS BÁSICOS


Pais de crianças com a doença acusam Estado de omissão
Luana, que tem microcefalia, e a mãe, Gilcinea: escola com cuidador e uso de 8 fraldas por dia - Custódio Coimbra / Agência O Globo


Renata Mariz - Em evidência desde que o Brasil anunciou uma epidemia inédita no mundo, com causas ainda em estudo, o drama da microcefalia faz parte da rotina de mães brasileiras há muito tempo. Algumas recorrem à Justiça na tentativa de ter acesso a itens básicos, como remédios e cadeira de rodas, fundamentais para o bem-estar dos filhos. As dificuldades experimentadas nos últimos 16 anos, desde que Luana nasceu, levam Gilcinea Rangel Pesenti a desabafar:


— Eu não engravidaria de jeito nenhum neste momento. É tudo muito difícil.

A explosão de casos de microcefalia, relacionados ao zika, leva Gilcinea a rememorar os primeiros meses com Luana. As recordações da carioca de 46 anos remetem ao final da década de 1990 e início dos anos 2000, quando ela enfrentou uma via-crúcis em busca de diagnóstico. Após peregrinar por consultórios médicos, com Luana no 7º mês de vida, veio o baque:

— O médico disse que minha filha não ia andar, sorrir, falar. Eu disse que, independentemente disso, ela ia ser feliz. E é assim que sigo desde então.

Ao diagnóstico de microcefalia, somou-se a identificação de uma paralisia cerebral. Gilcinea não voltou a engravidar. Conta que precisava se dedicar a Luana, hoje uma adolescente de 16 anos. Funcionária de uma concessionária de energia, ela diz que “trabalha à beça” para garantir qualidade de vida à filha, que desde pequena vai à escola acompanhada de um cuidador.

Rosa Ângela Gomes Marinho, de 17 anos, mãe de Lara Safira, que nasceu com microcefaliaMicrocefalia: Drama amplificado
Apesar da condição financeira favorável, os gastos são elevados. Há pouco mais de dois anos, ela acionou a Justiça para receber fraldas. São oito, em média, por dia. A família obteve decisão favorável contra a Secretaria estadual de Saúde. Mas nem sempre o fornecimento é regular. Ela conta que já ficou quatro meses sem receber o item, que, frisa, é fundamental para a saúde da filha, por diminuir crises de infecção urinária.

Não há dado sobre o número de famílias que convivem com microcefalia no Brasil, que só passou a ter notificação compulsória no fim de 2015, quando o aumento de casos levou o país a decretar emergência. Antes, a média nos registros oficiais, desde 2010, era de 150 por ano.

ESPECIALISTA ACREDITA EM SUBNOTIFICAÇÃO

Vanessa Van Der Linden, neuropediatra do Hospital Barão de Lucena, em Recife, não tem dúvidas da subnotificação. Ela crê que os registros, antes da epidemia, só ocorriam em centros especializados. Além do tipo congênito, que ocorre antes do nascimento, há a microcefalia pós-natal, que pode se desenvolver por doença genética, trauma ou outras causas ambientais.

A extensão das sequelas varia conforme a área lesionada. Quanto mais grave o caso, mais difícil o acesso a serviços, lamenta Teresa Costa d’Amaral, superintendente do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD). Segundo ela, as dificuldades são enormes, até na rede privada. Faltam especialistas, prática de estimulação precoce e vagas.

Em levantamento, feito a pedido do GLOBO, ela identificou quatro famílias com casos de microcefalia que foram auxiliadas pelo IBDD para ir à Justiça. Não há dados centralizados sobre a demanda nos tribunais brasileiros. Mas Teresa diz não serem poucas as ações judiciais, com base na experiência de receber mães “desesperadas”.

Para Shayenna Karine da Costa Brasil, o ônibus é o meio de transporte mais usado. Muitos motoristas não param ao avistarem a cadeira de rodas de Brenda. A menina de 11 anos nasceu prematura, abaixo do peso, com microcefalia e outras malformações. Contrariando prognósticos, começou a andar aos 6 anos. Hoje, cantarola canções de ninar, mas não recuperou a visão.

Moradora de Vargem Pequena, no Rio, Shayenna, de 27 anos, cuida da família com a ajuda de vizinhos e uma ex-sogra. Conta que não trabalha de carteira assinada porque não tem quem cuide de Brenda, mas faz bicos como cabeleireira, desde que possa levar a filha. Complementa a renda com o que ganha: um benefício de um salário-mínimo recebido em virtude da condição de Brenda. Ano passado, teve dificuldades de comprar o remédio anticonvulsivo e o talco usados pela menina.

— Tive que entrar na Justiça. O pior é que a gente ganha, mas o governo diz que não tem (o remédio). Não adianta — lamenta.

A falta do remédio regular faz com que Brenda tenha crises e fique agitada. Shayenna relata, com tristeza, que a menina chora muito. Quando levanta, por não enxergar, derruba móveis e objetos. Ela sonha em poder não depender de “juiz nenhum” para dar o que a filha precisa.

Nota do Blog: E seguimos sambando.

6 de fev de 2016

JORNAL FRANCÊS CITA ACRE COMO UM DOS ESTADOS MAIS "MISERÁVEIS" DO BRASIL EM REPORTAGEM ESPECIAL


Publicação afirma que o coeficiente de Gini do Estado voltou a se agravar em 2015

Jornal Le Monde cita Acre como um dos estados com maior desigualdade social/Foto: Secom

Ton Lindoso - O jornal francês Le Monde cita o Acre em uma reportagem polêmica. O título, traduzido livremente pelo site UOL como “Os miseráveis do Brasil”, já repercute nos principais jornais do país e traz duras críticas ao sistema político e econômico do país.

A reportagem, veiculada na quarta-feira (3) e traduzida no mesmo dia por veículos de comunicação do Brasil, traz histórias ambientadas sobretudo na região Sudeste do país. O material traz expressões como “o temor de um retrocesso”, fala sobre o tão comentado ICMS, que teve alíquota elevada no começo do ano, e fala sobre a Reforma Agrária que, de acordo com especialistas que falaram ao jornal, nunca aconteceu.

“Após a abolição da escravatura em 1888, o Brasil não teve uma verdadeira reforma agrária, e assim foram perpetuadas as desigualdades de renda que também são desigualdades de gênero e de raça”, comenta André Calixtre, diretor de estudos no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em Brasília.

Mas uma das partes mais polêmicas da reportagem estava reservada ao Acre. A publicação cita o estado como o mais pobre do país na seção do material onde termos como recessão, inflação, desemprego e retrocesso são amplamente usados.

“Hoje, a recessão, a inflação de dois dígitos e o aumento do desemprego trazem os temores de um retrocesso. Em 2015, o país perdeu 1,5 milhão de empregos e a economia informal vem crescendo. Só que ‘o melhor programa social é o emprego’, acredita Heloísa Oliveira, da fundação Abrinq, que visa proteger as crianças e os adolescentes. ‘A crise pode agravar a vulnerabilidade dos mais jovens’, ela diz preocupada, lembrando que em 2010 19% das mães brasileiras tinham menos de 19 anos e que, no Nordeste, mais de um terço da população tem entre 0 e 18 anos e vive em favelas”.

“Em certos Estados como o Acre, na Amazônia, o mais pobre do país, o coeficiente Gini, que mede as desigualdades, voltou a se agravar em 2015. Oliveira lamenta que não se tenha colocado mais ênfase na educação, pensando no futuro”, diz outro trecho da reportagem.

O Coeficiente de Gini, de acordo com definições da web, é um calculo usado para medir a desigualdade social. Foi desenvolvida pelo estatístico italiano Corrado Gini, e publicada no documento “Variabilità e mutabilità” (“Variabilidade e mutabilidade” em italiano), em 1912.

LEIA A REPORTAGEM COMPLETA TRADUZIDA PELO SITE UOL

DENÚNCIA CONTRA EMPREITEIROS E EX-SERVIDORA DO CREA É RECEBIDA PELA JF


Envolvidos são acusados de falsidade ideológica e corrupção

Da Assessoria - A Justiça Federal em Rio Branco, capital do Acre, recebeu a denúncia do Ministério Público Federal contra os donos de empreiteiras Narciso Mendes de Assis Júnior e Luiz Carlos de Oliveira, além de Shirlen de Souza Miranda, ex-servidora do CREA.

Os envolvidos, que agora passam a ser réus no processo, podendo apresentar suas defesas, são acusados de fraudes para beneficiar a empresa de Narciso Júnior, CIC Construções e Comércio Ltda com a emissão de Certidões de Acervo Técnico, documento que comprova a capacidade técnico-profissional e habilita a participar de licitações. 

O caso foi descoberto pela própria equipe de auditoria do Crea, que flagrou manobras em documentos para encobrir a possível fraude.

Luiz Carlos de Oliveira, representante da empresa Engecal, teria atestado falsamente que a empresa CIC, de Narciso Júnior, havia concluído integralmente determinadas obras no conjunto residencial conhecido como “Cidade do Povo", localizado em Rio Branco, capital do Acre. Entretanto, a Câmara Especializada de Engenharia Civil do Crea verificou que a empresa Engecal não poderia ter sub-contratado a CIC, além de constatar que a obra sequer havia sido terminada.

Os empresários foram denunciados pelo crime de falsidade ideológica, podendo ser condenados a penas que variam de um a três anos de prisão, e pagamento de multa.

Shirlen Miranda, por sua vez, que à epoca dos fatos era gerente do departamento de registro e cadastro do CREA/AC, foi denunciada por uso de documento falso e corrupção passiva “privilegiada”, tendo em vista que praticou atos de ofício, infringindo seu dever funcional, para beneficiar a empresa de Narciso Júnior. Shirlen pode ser condenada a até quatro anos de reclusão pelos crimes de que é acusada.

Os depoimentos de acusados e testemunhas devem ocorrer a partir da segunda semana de março, o processo pode ser acompanhado no site da JF pelo link: 

http://processual.trf1.jus.br/consultaProcessual/processo.php?proc=90927220114013000&secao=AC

3 de fev de 2016

VEREADOR MARLINDO PINHEIRO PEDE PROVIDÊNCIAS A PREFEITURA PELO PREÇO ABUSIVO COBRADO POR ALGUNS TAXISTAS


O Vereador Marlindo Pinheiro fez ontem o PEDIDO DE PROVIDÊNCIA Nº 01/2016 (aqui), para que a Prefeitura faça valer a Lei nº 437/1998, referente aos serviços de táxi do município.  Tal solicitação justifica-se, devido os preços abusivos cobrados por alguns taxistas do município, falta de taxímetro exigido na Lei, como também a regulamentação das tarifas por parte da prefeitura.

Munícipes estão reclamando que alguns taxistas estão cobrando até R$ 30,00 por pessoa para descer da rodoviária até o centro.

“Este problema só vai se resolver fazendo prevalecer o cumprimento da lei. Em relação a isso, temos a colocação de taxímetro previsto nela mesma, o que vai solucionar o problema para os bons taxistas que estão levando fama sem proveito e a população em geral que vai pagar o justo”. Disse o Vereador Marlindo Pinheiro que deve ir para o Partido Progressista nos próximos dias.

GREVE DE AEROVIÁRIO E AERONAUTAS PARALISAM AEROPORTOS DO BRASIL


Fotos: Estadão

Clique aqui para ler a matéria do Estadão
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Últimos informes:
Suspenso o movimento grevista até sexta-feira, dia 12/2;
Será convocada uma Assembleia no dia 11/2;

A idéia é atender a determinação jurídica de notificar as empresas com, pelo menos, 72 horas.

A próxima notificação será informando que a partir de sexta-feira, dia 12, as paralizações serão diárias caso as reivindicações não sejam atendidas;

Nesse meio tempo, o SNA espera que seja convocada uma mesa de negociações incluindo MTE e TST. Existe um indicativo de que antes do dia 12 seja convocado o dissídio e as negociações sejam determinadas pelo juiz do TST.

 
 
 

RECESSÃO PESA E SETOR DE SERVIÇOS DO BRASIL INICIA O ANO EM CONTRAÇÃO


Camila Moreira - O setor de serviços do Brasil iniciou o ano sentindo o peso da recessão econômica, com redução na entrada de novos negócios e corte nos números de funcionários, mesmo que o ritmo de contração da atividade tenha desacelerado, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) publicada nesta quarta-feira.

O PMI de serviços brasileiro, segundo o Markit, melhorou para 44,4 em janeiro contra 43,5 no mês anterior, mas continuou abaixo do patamar de 50 que divide crescimento de contração.

Essa é a 11ª queda seguida mensal na produção do setor e a atividade registrou perdas em todas as seis categorias monitoradas, sendo a mais acentuada na de Aluguéis e Atividades de Negócios.

Com esse resultado e a indústria também apresentando retração mais lenta, o PMI Composto em janeiro subiu a 45,1 em janeiro sobre 43,9 em dezembro. Embora tenha melhorado, esse é o 11º mês de contração, sequeência mais longa de perdas em quase nove anos.

"Os dados mostram uma continuidade dos infortúnios econômicos do Brasil. A estagnação vista durante 2015 está sendo levada para 2016", destacou a economista do Markit Pollyanna De Lima.

O principal motivo para a fraqueza no setor de serviços foi a nova queda no volume de novos trabalhos recebidos, a 11ª consecutiva, matendo-se em um nível acentuado ainda que mais fraco do que em dezembro.

Com o baixo nível de trabalho, os empregadores mais uma vez cortaram suas folhas de pagamento, com o nível de empregos caindo pelo 11º mês, com as perdas mais fortes registradas em Transporte e Armazenamento.

Apesar da demanda fraca, aumentaram as pressões inflacionárias em janeiro, com os fornecedores de serviços citando a fraqueza do real principalmente em relação ao dólar, além dos preços altos de infraestrutura, com a taxa de inflação atingindo recorde de três meses. 
Assim, os prestadores de serviços elevaram suas tarifas mais uma vez, com os preços também aumentando pela taxa mais forte desde outubro.

Diante desse cenário, o grau de otimismo das empresas de serviços em relação aos próximos 12 meses se enfraqueceu em janeiro na comparação com dezembro. O Markit apontou cerca de 26 por cento das empresas preveem crescimento da atividade, com expectativa de recuperação econômica.

"Enquanto problemas estruturais permanecem não resolvidos e distúrbios políticos prevalecem, (o Brasil) deve cair em depressão já que 2016 traz maiores desafios às empresas", disse Pollyanna, destacando a alta do desemprego, a deterioração da confiança e a inflação elevada.

2 de fev de 2016

ZIKA VÍRUS - ASSISTA O VÍDEO

PILOTOS E COMISSÁRIAS PROMETEM PARALISAÇÃO POR DUAS HORAS AMANHÃ; SE VOCÊ TEM VOO NESSE HORÁRIO, FIQUE ATENTO



Voos de aeroportos que não estão na lista DEVEM PROSSEGUIR NORMALMENTE.

A paralisação ocorrerá das 6h às 8h desta quarta-feira, 3 de fevereiro, nos seguintes aeroportos:

- Congonhas
- Guarulhos
- Viracopos
- Santos Dumont
- Galeão
- Porto Alegre
- Florianópolis
- Curitiba
- Brasília
- Salvador
- Recife
- Fortaleza

SNA - Sindicato Nacional dos Aeronautas

MEDALHISTAS OLÍMPICAS, VELEJADORAS BRITÂNICAS SÃO ASSALTADAS NO ATERRO DO FLAMENGO POR DOIS HOMENS


Ladrões levaram tudo, até roupas de lycra usadas nos treinos. Ataque foi na manhã de quarta-feira

  
Saskia Clark (esq.) e Hannah Mills (dir.), velejadoras britânicas, foram assaltadas no Aterro do Flamengo - Reprodução

Antônio Werneck - A Polícia Civil do Rio confirmou na tarde desta quinta-feira que está investigando o assalto sofrido pelas velejadoras britânicas Hannah Mills e Saskia Clark, na manhã de quarta-feira. A dupla, que ganhou medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, foi rendida no Aterro do Flamengo por pelo menos dois homens armados com facas. Elas, que estão no Rio para treinamento por duas semanas, visando às Olimpíadas do Rio em 2016, foram abordadas quando voltaram a pé do treino para o hotel. Os criminosos levaram tudo o que as atletas tinham.

As velejadores, que competem na classe 470, usaram as redes sociais para comentar o caso de violência: "Voltamos para o hotel tremendo, mas estamos bem". Em outro comentário, falaram que os bandidos estavam armados: "Nossa maravilhosa caminhada de volta do clube para o hotel ficou muito ruim depois que dois caras com facas correram para cima de nós, nos empurraram e levaram tudo o que tínhamos". A dupla criticou o fato de os ladrões terem levado até as roupas de treino: "Além dos objetos de valor que foram levados, o que mais nos irrita é que levaram até as roupas de lycra que usamos para velejar... Inacreditável!".

Mills, de 26 anos, e Clark, de 35, ficaram com a medalha de bronze no Mundial de vela de Santander, na Espanha, no começo do ano, resultado que as classificou para a prova de 470 na Rio 2016.

Hannah Mills (esq.) e Saskia Clark (dir) durante a regata internacional que aconteceu no Rio, em agosto - Alexandre Cassiano / Agência O Globo

Em nota enviada ao GLOBO, a Polícia Civil informou que, de acordo com a Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat), foi feito um registro de roubo e as vítimas prestaram depoimento. Agentes estão nas ruas realizando diligências em busca de imagens de câmeras de segurança e testemunhas. “As investigações estão em andamento”, afirma, em nota.

O Aterro do Flamengo, onde as velejadoras foram roubadas, é desde o ano passado Área de Proteção ao Ciclista de Competição (APCC). Isso significa que, de segunda a quinta, entre 4h e 6h, ciclistas têm proteção de guardas de trânsito e policiamento reforçado. Mesmo assim, segundo Raphael Pazos, presidente da Comissão de Segurança ao Ciclista do Rio, os assaltos são constantes.

— É uma situação que não é mais apenas de segurança pública, já que os assaltos estão sendo praticados por menores infratores. Há rondas de policiais militares em bicicletas, mas nem isso tem inibido a ação dos ladrões — afirmou Raphael.

Dono de cinco medalhas olímpicas, o velejador brasileiro Torben Grael, criticou a Polícia do Rio que somente agora, depois do assalto, é que decidiu investigar:

— Agora que as meninas foram assaltadas é que a Polícia anuncia que vai investigar. Conheço bem o local onde elas foram atacadas. Já passei inúmeras vezes. É um ponto tradicional de consumidores de crack. Todo mundo sabe. Não pode ter crack ali — afirmou Torben.

O velejador recordistas de vitórias na vela, tanto em competições nacionais como internacionais, Torben Grael lembrou que o número de atletas internacionais treinando no Rio vai crescer muito em 2015 quando começam os eventos testes para os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016.

— A imagem do Rio perde com uma notícia dessas. Um assalto assim nunca vai ajudar. É realmente muito desagradável, principalmente quando a Polícia tinha tudo para evitar. E não ficar esperando acontecer, fazendo vista grossa — disse Torben.