29 de jun de 2016

MAIS DA METADE DOS CARIOCAS TEM VONTADE DE SAIR DO RIO, DIZ PESQUISA


Levantamento foi feito ONG Rio Como Vamos; 1.500 foram entrevistados.
Roubos de rua preocupam classes mais altas e balas perdidas as baixas.

 Cristo Redentor, no Rio de Janeiro (Foto: Pedro Kirilos/Riotur)

Fernanda Rouvenat - Um estudo feito pela ONG Rio Como Vamos, divulgado nesta terça-feira (28), indica que 56% da população tem o desejo de deixar o Rio. O número era de 48%, em 2013, e de 27%, em 2011. A violência é o principal motivo que fez aumentar a quantidade de cariocas que têm essa vontade.

Os números citados são da pesquisa perceptiva realizada em junho deste ano. Essa foi a quinta edição da avaliação que é feita de dois em dois anos. Ao todo, 1.500 pessoas foram entrevistadas e responderam cerca de 50 perguntas. A ONG Rio Como Vamos busca abrir um diálogo com o poder público e monitorar o desenvolvimento político. Após os resultados, a pesquisa é levada aos secretários responsáveis por cada serviço e avaliada para que possam ser feitas análises e melhorias nos respectivos setores.

Segurança pública
As críticas em relação à segurança pública foram as que mais chamaram atenção no levantamento: 71% da população acredita que a segurança piorou na cidade. No total, 64% deu as notas mais baixas - que vão de 1 a 4 - na avaliação dessa questão. Esse é o percentual mais alto de notas baixas já registrado no histórico da pesquisa. Os roubos de rua são a principal ocorrência citada, especialmente nas classes mais altas. A bala perdida deixou de ser o principal motivo de preocupação para essa fatia da população, mas continua representando o maior medo entre as classes C e D.

O medo de bala perdida é o principal medo das classes C e D - 32% disse que essa é a maior preocupação - e também ficou em primeiro lugar na pesquisa, na opinião de 40% dos entrevistados. Em segundo lugar vem o medo de assaltos, com 23%.

As Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) são vistas também como uma preocupação para os moradores dos bairros com o sistema — 41% acredita  que as UPPs trouxeram mais efeitos negativos do que positivos, como o aumento de roubos e ameaças de criminosos.Esse foi o primeiro ano que o sistema de UPPs foi avaliado pela ONG.

Para a presidente da Rio Como Vamos, Rosiska Darcy, a diminuição do orgulho dos cariocas com a cidade foi o dado mais impactante daessa pesquisa.

"Na medida que você começa a perder a esperança com o Rio, isso diminuiu o comportamento mais construtivo para a cidade. Nós precisamos, sobretudo em uma época de crise, de força do cidadão para ajudar a cidade", disse Rosiska.

Furtos e assaltos nas praias

Nas praias do Rio os assaltos e os furtos são os principais problemas relatados. A pesquisa, que foi feita ante dos episódios recentes que assustaram a população, mostra que o índice de preocupação no quesito saltou de 16%, em 2013, para 69% este ano. Em seguida, estão a sujeira na areia (49%) e a qualidade ruim da água (41%).

Educação
A educação pública em geral piorou na opinião dos entrevistados. Este ano, apenas 34% dos cariocas acreditam que o ensino melhorou. O número é inferior aos 46% que apontavam melhora em 2013.

Nas creches e pré-escolas a qualidade do ensino foi bem avaliada: 53% das notas são positivas. As reclamações de dificuldades para encontrar vagas caiu de 18% em 2013 para 12% em 2015.
A percepção de qualidade do Ensino Médio foi o maior avanço de 2015 na educação. A média das notas entre 7 e 10 subiu para 44% este ano contra 34% em 2013. Já a do Ensino Fundamental caiu. Este ano, apenas 40% deram notas entre 7 e 10. Em 2013 o percentual chegava a 47%.

Saúde
O número de entrevistados que considera boa a qualidade do atendimento médico recebido no sistema público de saúde e deu notas entre 7 e 10 subiu de 20%, em 2013, para 24% este ano. A procura pelo sistema também aumentou: entre as classes C e D, 67% das pessoas usam o sistema. Na classe A, o número chega a 39%. Na B, 52% usam o atendimento público. Ao todo, 58% dos entrevistados procuraram o sistema público de saúde no último ano.

Segundo a presidente Rosiska, esses números mostram que cada vez mais a população está procuranso as UPAs e as Clínicas da Família.

Olimpíadas e grandes eventos
A população tem demonstrado menos otimismo com os benefícios que os Jogos de 2016 podem trazer para a cidade. O percentual de cariocas que acreditava em melhorias por conta dos grandes eventos passou de 63%, em 2011, para 27%, em 2015.

Após a Copa do Mundo de 2014, os principais investimentos, na opinião dos cidadãos, continuam relacionados ao transporte público e 66% citam as novas linhas expressas, como os BRTs e a TransOlímpica sendo o melhor investimento.

"Em 3013 os grandes eventos eram uma esperança, hoje, o número caiu e é um motivo de frustrações", explicou Rosiska.

Bilhete único e transportes
O Bilhete Único foi avaliado pela primeira vez este ano e os cariocas se mostraram muito satisfeitos com o sistema - 72% dos entrevistados deram notas boas e quase 60% disseram usar o recurso.

Os meios de transportes tiveram 25% de avaliações positivas. O metrô é o mais bem avaliado e mais da metade dos entrevistados disseram que usariam o transporte público se houvesse mais qualidade.

Ordem pública
O aumento dos pontos de venda de drogas na cidade é a principal reclamação nessa categoria: 71% considera essa o principal problema com relação à segurança.

A Câmara dos Vereadores também foi avaliada e 64% dos entrevistados consideraram o sistema ruim ou péssimo.

BOCA LIVRE FORTALECE CPI DA LEI ROUANET



A Operação Boca Livre reforça a necessidade da criação da CPI da Lei Rouanet, defendeu hoje Alberto Fraga, que já colheu a assinatura de 214 deputados para instaurar a comissão.

“Vagabundos se aproveitaram dessa lei durante 10, 15 anos. Temos de colocá-los na cadeia e exigir o dinheiro de volta”, disse Fraga a O Antagonista.

No entender do deputado, agora está ainda mais claro por que tanta gente não queria o fim do Ministério da Cultura.


Rouanet bancou até casamento

Os investigados da Operação Boca Livre usaram a Lei Rouanet para bancar eventos corporativos, shows com artistas famosos em festas particulares, a edição de livros institucionais e até uma festa de casamento.


O casório ocorreu na Praia de Jurerê Internacional, em Florianópolis.

"ESSA INSEGURANÇA NO ACRE É FRUTO DE DESLEIXO POLÍTICO", AFIRMA DELEGADO APOSENTADO



Evandro Cordeiro/Contilnet

“Essa insegurança no Acre é fruto do desleixo político. O PT demorou demais no poder. Aliás, o sistema de segurança está todo falido”, disse à coluna, o delegado de polícia aposentado Zé Alves, que além de advogado é licenciado em letras e filosofia.

Delegado conhece

José Alves dos Santos, de 62 anos, é filho de família humilde do seringal Andirá, mas veio para a capital estudar até conseguir se formar em Direito e ser aprovado num concurso para delegado de polícia. Candidatou-se cinco vezes, mas nunca ultrapassou a marca dos 300 votos, segundo ele, por ser um sujeito de princípios. “Tenho idéias, não desejo de mandato por mandato, nunca compraria um voto. Por isso nunca ganhei uma eleição”, diz.

Fórum permanente

Especialista em segurança pública, Zé Alves não faz apenas críticas, por fazê-las, ele sugere soluções. Segundo o policial, na situação em que se encontra a segurança no Acre e no Brasil, só um fórum permanente resolveria. “E com uma ação conjunta com as forças de segurança, das quais não estão desvinculados Poder Judiciário e Ministério Público”, afirma.

Sugestão

Aposentado e estudando espanhol, o delegado Zé Alves sabe que não vai ser ouvido, mas deixa a sugestão: “Do jeito que está, vão continuar matando gente, assaltando, porque o sistema todo está errado. Estão pensando só em política e esquecendo do cidadão”.

28 de jun de 2016

ONÇA ESCAPA DE CATIVEIRO NO PARQUE CHICO MENDES E É CAPTURADA POR BATALHÃO AMBIENTAL


A suçuarana ficou escondida mata adentro por aproximadamente 30 minutos, até que uma equipe do Corpo de Bombeiros chegou ao local e efetuou o resgate com a ajuda de dardos tranquilizantes.

Na manhã desta segunda-feira (27), por volta das 11 horas, uma onça de cor marrom, adulta, porém de porte pequeno, conseguiu escapar do cativeiro em que fica alojada no Parque Chico Mendes, colocando medo nas pessoas que estavam presentes no local.

De acordo com o comandante do Batalhão Ambiental, Carlos Negreiros, a Polícia Ambiental, Bombeiros, Exercito e funcionários do parque, conseguiram capturar  a onça que estava acuada na mata do parque graças a ajuda de um civil que trouxe cães caçadores para ajudar na captura. O Animal foi capturado sem nenhum arranhão.

O parque que atualmente conta com cinco onças em cativeiro, ficou fechado para visitação depois do ocorrido.

Nota do Blog 1 : O Parque é fechado para o público as segundas feiras. 
Nota do Blog 2 - Pelo menos não mataram o bicho.

BC VÊ MAIS INFLAÇÃO EM 2016 E REAFIRMA QUE NÃO HÁ ESPAÇO PARA CORTAR JUROS


 Sede do Banco Central do Brasil, em Brasília.
 REUTERS/Ueslei Marcelino

Marcela Ayres - O Banco Central piorou seu cenário de inflação para 2016, diante de maior pressão de alimentos, mas melhorou sua perspectiva para 2017 ainda que não esteja no centro da meta oficial, segundo Relatório Trimestral de Inflação divulgado nesta terça-feira, pelo qual reafirmou que não há condições de reduzir a taxa básica de juros ainda.

Pelo documento, o BC passou a ver que o IPCA subirá 6,9 por cento em 2016, acima da conta anterior de 6,6 por cento, mas que a alta perderá força e fechará 2017 em 4,7 por cento, 0,2 ponto percentual a menos do que a projeção anterior. O BC também apontou o IPCA em 4,2 por cento no segundo trimestre de 2018, tudo pelo cenário de referência.

O documento, o primeiro sob a gestão do atual presidente do BC, Ilan Goldfajn, ressaltou o compromisso do Comitê de Política Monetária (Copom) com a inflação no centro da meta em 2017 --de 4,5 por cento, com margem de 1,5 ponto percentual-- e que buscará deixá-la dentro da margem de tolerância neste ano, de dois pontos. Até então, ele não colocava prazos.

O cenário de referência considera a manutenção do dólar em 3,45 reais e da Selic atual, de 14,25 por cento ao ano, no horizonte de previsão.

O mercado aguardava o documento com ansiedade em busca de pistas mais concretas da política monetária orquestrada por Ilan, principalmente quanto ao início do ciclo de afrouxamento da Selic, que segue inalterada desde julho do ano passado.

Em suas últimas comunicações, tanto o ex-presidente do BC Alexandre Tombini quanto diretores da autarquia enfatizaram não haver espaço para flexibilização da política monetária, frase também presente no atual relatório.

"O Comitê buscará circunscrever a inflação aos limites estabelecidos pelo CMN em 2016 e adotará as medidas necessárias de forma a assegurar a convergência da inflação para a meta de 4,5 por cento, em 2017", trouxe o documento. "Dessa forma, o cenário central não permite trabalhar com a hipótese de flexibilização das condições monetárias", complementou.

Apesar de ter reconhecido avanços no combate à inflação, o BC sublinhou que "sua continuidade depende de ajustes --principalmente fiscais-- na economia brasileira". Também chamou a atenção para os problemas climáticos que afetaram a produção mundial de alimentos, em especial o de grãos, e os efeitos sobre os preços domésticos.  
Para o BC, a inércia do processo de realinhamento de preços relativos e incertezas sobre a economia mundial também têm afetado o combate à inflação.

Com os sinais dados pelo BC, o juros futuros mais curtos abriram em forte alta nesta manhã. Muitos já ajustaram seus cenários para a política monetária, com reduções menores na taxa básica de juros.

As expectativas para o avanço de preços este ano vêm piorando nas últimas semanas e distanciando-se ainda mais do teto da meta do governo. Pesquisa Focus mais recente mostrou que, pela mediana das perspectivas, a inflação fechará 2016 a 7,29 por cento, caindo para 5,50 por cento em 2017. 

Após o resultado do plebiscito no Reino Unido pedindo a saída da União Europeia (UE), o BC assinalou que o evento, somado a fatores como eleições nos Estados Unidos, "aumentaram as incertezas em relação ao cenário econômico e financeiro global, com desdobramentos sobre a volatilidade nos mercados financeiros".

O BC melhorou um pouco sua projeção para o Produto Interno bruto (PIB) do Brasil neste ano, passando a ver contração de 3,3 por cento, contra 3,5 por cento antes.

27 de jun de 2016

MARINHA DA BOLÍVIA - PAÍS SEM ACESSO AO MAR - USA CARRO ROUBADO NO BRASIL


Veículo foi apreendido pelo Departamento de Operações de Fronteira do Mato Grosso do Sul

O veículo foi identificado graças ao número do chassi 

blastingnews - O Departamento de Operações de Fronteira do Mato Grosso do Sul fez uma apreensão curiosa no último sábado (18). Durante uma operação policial na fronteira com a Bolívia, os policiais do departamento pararam uma viatura da marinha daquele país. O fato por si só é curioso, já que a Bolívia não tem acesso ao mar. Mas o que chamou a atenção dos policias foi que a viatura - uma Ford F 250 de cor prata, com as cores da marinha da Bolívia  - é, na verdade, um veículo roubado no Brasil, em 2006, na cidade de Curitiba. 

O veículo estava com a logomarca da Polícia Militar Naval da Marinha da Bolívia, e era conduzido pelo militar Ever Inarico Gomes, de 23 anos. O militar foi preso pelo crime de receptação e levado para uma delegacia civil de Corumbá. O carro, com pintura bastante desgastada, estava com placas bolivianas, e sua real procedência só foi descoberta após os policiais do DOF realizarem uma vistoria no chassi e no motor do veículo. O caso foi registrado como recuperação de veículo objeto de roubo.

Marinha sem mar

A Bolívia possui uma marinha, chamada oficialmente de Armada de Bolivia ou Fuerza Naval de Bolivia, mas não tem acesso ao mar. O país perdeu seu acesso ao Oceano Pacífico durante uma guerra contra o Chile, em 1884. Atualmente a força naval do país navega apenas no lago Titicaca, que faz fronteira entre esta nação e o Peru, e em rios. O Titicaca é considerado o maior lago da América Latina. Sem ter como navegar os oceanos, a marinha boliviana não possui frota naval. Seu papel envolve controlar, patrulhar e transportar unidades militares pelos lagos e rios da nação. A Armada de Bolivia possui cerca de cinco mil marinheiros.

O governo da Bolívia negocia com países vizinhos o acesso ao mar. Um oficial da força, em entrevista ao jornal britânico The Guardian, afirmou que "existe uma injustiça histórica clara e a marinha boliviana foi criada para servir como um protesto perante o mundo inteiro”.

O militar preso com o carro roubado faz parte da Polícia Militar Naval da Marinha. Esta subdivisão é responsável por realizar operações de proteção a pessoas importantes, segurança física e patrulha de instalações. 

BR-364 PODE SER FECHADA POR ATÉ TRÊS ANOS E ISOLAR MAIS DE 200 MIL PESSOAS NO JURUÁ E OESTE DO AMAZONAS


Mesmo com execução do “Plano B” DNIT não descarta a possibilidade de fechamento da rodovia ainda este ano. Projeto deveria ter ficado pronto em 2015, mas atrasou. Contrato definitivo corre o risco de não ser assinado até dezembro. Degradação na rodovia aumenta de forma rápida




Jairo Carioca – Reportagem Especial - Acredite: A BR 364 pode ser fechada por até três anos e isolar mais de 200 mil pessoas no Juruá e Amazonas. A afirmação é do supervisor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Acre, Thiago Caetano, foi dada durante a 3ª reunião ordinária do Fórum Permanente de Prevenção e Combate à Corrupção, na última terça-feira (21), na sede do Tribunal de Contas do Estado, em Rio Branco. Para representantes do TCU, da AGU, MPF, CGE, CGU e MPE, Tiago revelou com detalhes muita coisa que pouca gente sabe sobre a construção da BR 364 e o que vem rolando nos gabinetes do Ministério dos Transportes, em Brasília, com relação ao projeto de restauração da única rodovia que liga a capital ao Juruá e aos municípios do oeste do estado do Amazonas. “Existe uma linha de pensamento de aguardar e jogar uma pressão pra cima dos governantes para poder garantir a obra de reconstrução” acrescentou Tiago em outro trecho de sua apresentação que o ac24horas começa a revelar com exclusividade.
Continue lendo aqui.

O INÍCIO E O FIM DE UMA DAS HISTÓRIAS MAIS FAMOSAS DE BRASÍLIA


Quem nasceu ou mora há algum tempo em Brasília já ouviu falar na história do sargento Silvio Hollenbach.

Busto do sargento Silvio Hollenbach
no zoológico de Brasília

Severino Motta  - Em 1977 ele passeava no zoológico da capital com seus filhos quando viu um garoto de 13 anos cair e ser atacado no fosso das ariranhas.

Ele se atirou no fosso e conseguiu salvar o garoto. Mas, morreu dias depois por infecção generalizada devido às mordidas dos animais.

Ele ganhou um busto no zoológico e sua história de heroísmo é uma das mais famosas de Brasília.
O menino que foi salvo, no entanto, nunca agradeceu aos familiares do sargento. Nem sequer um obrigado ou solidariedade com aqueles que perderam um pai para que um outro menino pudesse viver.

Hoje, a história e Brasília se reencontram.

O menino salvo pelo sargento chama-se Adilson Florêncio da Costa.

Vivo, pôde subir na vida e chegou ao cargo de diretor financeiro do Postalis.

Rico, foi preso hoje na operação  Recomeço da Polícia Federal. 

Ele é suspeito de desvios milionários no fundo de pensão dos funcionários dos Correios, de surrupiar a aposentadoria de quem esperava descansar após uma vida de trabalho.

A MULTIDÃO NO TEATRO EM CURITIBA OVACIONA SÉRGIO MORO


O Brasil da Lava Jato mostrou a sua cara durante o show do Capital Inicial


Augusto Nunes  - Na noite deste sábado, durante a apresentação da banda de rock Capital Inicial em Curitiba, o vocalista Dinho Ouro Preto fez uma pausa antes de cantar “Que país é este?” para anunciar a presença do juiz Sérgio Moro num camarote do Teatro Positivo. Moro teve de erguer-se para agradecer a ovação que se estendeu por um minuto.

A homenagem da multidão que lotou o teatro com capacidade para 2.400 pessoas foi também uma resposta à pergunta formulada no título da música entoada em seguida. Este é o Brasil da Lava Jato.

MP DO ACRE É UM DOS MAIS TRANSPARENTES DO BRASIL, DIZ CNMP



Relatório produzido pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) apontou que o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) é um dos dez mais transparentes entre todos os MPs do Brasil. De acordo com a avaliação, o MP do Acre alcançou índice de transparência 92,83%%, ficando na 8ª posição no ranking do CNMP, conhecido como Transparentrômetro.

O levantamento divulgado esse mês abrange as unidades estaduais, do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), Ministério Público Militar (MPM), Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público do Trabalho (MPT) e o próprio CNMP.

Divulgado este mês, o levantamento considerou dados do primeiro trimestre deste ano e produziu índices de transparência para cada instituição avaliada com base em vários critérios, como detalhamento de despesas, diárias e passagens, licitações, remunerações, entre outros. São informações que constam nos relatórios de execução orçamentária e financeira enviados ao Conselho.

Entre as unidades do Ministério Público na região Norte, o MPAC ficou em segundo lugar. “Colocar o MP do Acre no ranking do CNMP como um dos mais transparentes do Brasil era um desafio que, agora com a divulgação desse resultado, vemos que foi alcançado. É um reconhecimento que muito nos orgulha e que mostra que estamos no caminho certo”, destaca o procurador-geral de Justiça Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto.

Cumprimento da Lei de Acesso à Informação

O Transparentômetro divulgado revelou que, em comparação ao ranking de março de 2015, houve substancial melhoria quanto ao cumprimento da Lei de Acesso à Informação – LAI (Lei nº 12.527/11) e das Resoluções do CNMP nº 86/2012, 89/2012  e 115/2014. Portanto, verifica-se que a avaliação não consiste apenas no comprimento da LAI, mas busca maior aprofundamento por meio das três resoluções mencionadas.

Na primeira apuração do ano passado, dez unidades do MP brasileiro ficaram abaixo do índice de 70% de cumprimento dos itens analisados. Este ano, porém, todos os avaliados superaram o referido percentual. O diagnóstico demonstra que as unidades do Ministério Público e o CNMP têm conquistado melhorias para alcançar uma gestão de excelência.

Divulgado desde julho de 2014, o ranking é fruto do trabalho realizado pela Comissão de Controle Administrativo e Financeiro do CNMP (CCAF), que verifica, via de regra a cada três meses, o desempenho dos órgãos avaliados em relação a cerca de 250 itens.

Kelly Souza – Agência de Notícias do MPAC

SENADO QUER QUE GRAÇA FOSTER EXPLIQUE US$434 MILHÕES ENVIADOS À BOLÍVIA


Comissão do Senado aprova convite para ouvir Graça Foster sobre acordo entre Brasil e Bolívia
Presidente da Petrobras deve prestar esclarecimentos sobre acordo entre Brasil e Bolívia
   
Presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster - Guito Moreto / Arquivo O Globo

CRISTIANE JUNGBLUT  - A Comissão de Relações Exteriores do Senado (CRE) aprovou, nesta quinta-feira, o convite para que a presidente da Petrobras, Graça Foster, preste esclarecimentos sobre um acordo entre Brasil e Bolívia. Na verdade, o requerimento era apenas para a realização de um audiência pública conjunta no âmbito da Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) e da CRE para discutir o contrato firmado entre a Petrobras e o governo da Bolívia, pelo qual ficou definido que a estatal brasileira pagará US$ 434 milhões ao país vizinho pelo envio de excedente energético do gás natural exportado ao Brasil.

Ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, em depoimento na CPI Mista da Petrobras
Petrobras quer ouvir Costa nas apurações internas e pede provas de denúncias
O autor do requerimento, senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), disse que seria necessária a presença de Graça Foster.

— Recomendo a presença da senhora Maria das Graças Silva Foster, presidente da Petrobras — disse Ferraço

O requerimento foi aprovado sem problemas. A presidente da Petrobras não é obrigada a comparecer.

A CRE também aprovou convite para ouvir o depoimento do ministro da Agricultura, Neri Geller. O convite é para participar de audiência pública conjunta da CRE e da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA). O objetivo é discutir a eventual liberação, pelo governo brasileiro, da importação de café. O requerimento também é de autoria do senador Ricardo Ferraço.

24 de jun de 2016

FACECOISAS - 24/06/2016


JUIZ HOMOLOGA DELAÇÃO BOMBA EM QUE CÍCERA IDENTIFICA AGENTES POLÍTICOS NO ESQUEMA DA SEHAB



Marcos Venicios - Presa desde o dia 27 de abril, a ex-servidora da secretaria de habitação do Acre (Sehab), Cícera Dantas da Silva, ganhou a liberdade no final da tarde desta quinta-feira, 23 de junho, após o  juiz da segunda Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Acre, Gilberto Matos de Araújo, homologar sua delação premiada, por meio de uma decisão que teve o aval do Ministério Público do Acre.

Após passar quase dois meses detida em um presídio de Rio Branco, Cícera Dantas resolveu abrir o jogo definitivamente e contar todos os detalhes aos promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC). Em troca, a acusada de ser uma das principais envolvidas no esquema de venda de casas populares almejava liberdade.

Apesar de ter sido denunciada formalmente pelo MP no último dia 9 de junho junto com mais 9 envolvidos, Cicera foi considerada pelos promotores peça principal para decifrar o esquema de corrupção instalado na secretaria de habitação do governo do Acre. Em um documento obtido exclusivamente pelo ac24horas, o MP enfatiza que a ex-servidora, após tomar conhecimento de todas as acusações, “resolveu colaborar com a apuração dos fatos e decidiu de forma voluntária e devidamente acompanhada e assistida por advogados, a assinar o termo de acordo de delação premiada”.

O termo enfatiza ainda que Cicera Dantas era peça fundamental dentro da organização criminosa, sendo responsável pela organização dos processos em que se contemplavam pessoas não inseridas dentro dos critérios com casas populares, em troca de benefícios econômicos e políticos.

Sem citar nomes ou cargos, o Termo assinado por Cicera revela que ela teria confessado todos os seus crimes e identificou os demais coautores e participes, entre eles servidores públicos e agentes políticos  que atuavam direta e indiretamente na venda e “principalmente no trafico de influencia  para obtenção de casas populares por pessoas sem o necessário perfil socioeconômico”.

Como todas essas informações consideradas cabais para o processo, o Ministério Público entende que não mais subsistem os motivos ensejadores da prisão preventiva, podendo esta ser convertida em medidas cautelares e assim foi aceito pelo juiz Gilberto Matos.

Para ganhar a liberdade, Cicera teve que preencher uma série de requisitos como comparecimento periódico em juízo, mensalmente e justificar  atividades notadamente quanto a eventual mudança de endereço. Ela também foi proibida de manter contato com os demais investigados. Além disso, o Termo destaca que ela deve se manter distante da Secretaria de Habitação.

O termo deixa claro ainda que o conteúdo do depoimento de Cicera ficará restrito “ao juiz, ao Ministério Público e ao Delegado de Policia como forma de garantir o êxito das investigações”.

Em uma série de reportagens exclusivas publicadas por ac24horas no final de maio e inicio de junho, Cícera revelou em depoimento gravado pelo delegado de policia civil Roberth Alencar, sobre o medo de morrer por causa de queda do esquema na secretaria.

23 de jun de 2016

PF PRENDE EX-MINISTRO PAULO BERNARDO EM DESDOBRAMENTO DA LAVA JATO


 Ex-ministro Paulo Bernardo em Brasília.  REUTERS/Ueslei Marcelino

Pedro Fonseca A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira o ex-ministro Paulo Bernardo, que ocupou cargos do primeiro escalão nos governos Lula e Dilma, em um desmembramento da operação Lava Jato, segundo uma fonte com conhecimento da investigação.

Além de prender Bernardo em Brasília, a PF cumpre operação de busca na casa do ex-ministro e de sua mulher, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), em Curitiba, e também no diretório nacional do PT em São Paulo, de acordo com a fonte.

Em comunicado, a Polícia Federal informou que cumpre no total na operação desta quinta 11 mandados de prisão preventiva, 40 de busca e apreensão e 14 de condução coercitiva, mas não divulgou os nomes dos suspeitos. Segundo a fonte, o ex-ministro Carlos Gabas (Previdência) é um dos alvos de condução coercitiva.

A operação Custo Brasil foi deflagrada, segundo o comunicado, para apurar o pagamento de propina proveniente de contratos de 100 milhões de reais a pessoas ligadas a funcionários e agentes públicos vinculados ao Ministério do Planejamento.

"Há indícios de que o MPOG (Ministério do Planejamento) direcionou a contratação de uma empresa de prestação de serviços de tecnologia e informática para a gestão do crédito consignado na folha de pagamento de funcionários públicos federais com bancos privados, interessados na concessão de crédito consignado", disse a PF no comunicado.

"Segundo apurou-se, 70 por cento dos valores recebidos por essa empresa eram repassados a pessoas ligadas a funcionários públicos ou agentes públicos com influência no MPOG por meio de outros contratos - fictícios ou simulados", acrescentou.

Separadamente, Bernardo, que também foi ministro das Comunicações no governo da presidente afastada Dilma Rousseff, e Gleisei foram indiciados em março por acusação de corrupção por suposto envolvimento em um esquema de financiamento de campanha descoberto em 2014. Eles negaram qualquer irregularidade.

HOMEM MORRE DE INFARTO AO LADO DA UPA E MORADORES ALEGAM QUE MÉDICOS NEGARAM ATENDIMENTO


Diretor assistencial da unidade, diz que médicos não são autorizados a fazer atendimentos fora da UPA

Homem morreu de infarto ao lado da UPA

Um homem que não teve o nome divulgado morreu na tarde desta quarta feira (20) após ter um provável infarto dentro do Restaurante Popular, na região da Sobral. Funcionários do restaurante alegam que pediram socorro na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Franco Silva, que fica logo, mas os médicos se negaram a prestar socorro.

De acordo com a funcionária do Restaurante Popular, Isa de Oliveira, o homem havia acabado de se alimentar e sofreu o mal súbito quando já estava no bebedouro bebendo água. Imediatamente, populares e os próprios funcionários saíram em busca de socorro na UPA e como resposta receberam que não os médicos não poderiam atender, pois teriam que acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

“Ele estava vivo quando fomos buscar ajuda, fomos na UPA pelo menos três vezes e disseram que tinha que chamar o Samu pois não poderiam sair das dependências da unidade ou então levar o homem até lá”, explicou Isa.

Funcionários de restaurante denunciam falta de atendimento a paciente

O diretor assistencial da unidade disse que os médicos não são autorizados a fazer atendimentos fora da UPA.

O médico e diretor social da unidade, Glauber Lucena, disse que o homem chegou à UPA já sem vida, e confirmou que populares chegaram a pedir ajuda na unidade, mas que o profissional da UPA não pode sair da unidade devido a descaracterização da função.

“Os populares trouxeram o paciente, mas ele já chegou à UPA em óbito. A orientação da unidade é que os profissionais de saúde não podem se ausentar da unidade, porque descaracteriza a função dele. Se sai, vai deixar de atender as pessoas que estão na espera em busca de atendimento, e isso é norma regimentar.

O corpo foi levado pelo Instituto Médico Legal (IML) para que fosse reconhecido pela família, já que não estava acompanhado no momento da morte.

Nota do Blog: Eu fico imaginando a cara de perplexidade de um cidadão norte-americano lendo isso.

COLÔMBIA E FARC ACERTAM HISTÓRICO ACORDO DE CESSAR-FOGO BILATERAL


'Este é o último dia da guerra', diz guerrilha em avanço ao fim de meio século de conflitos
   
POR O GLOBO / AGÊNCIAS INTERNACIONAIS 


Santos saúda população com a inscrição ‘paz’ na mão direita - Jose Miguel Gomez/Reuters

BOGOTÁ — Em um longo processo histórico de paz, o governo colombiano e os rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) chegaram a um acordo para estabelecer o cessar-fogo bilateral definitivo. Este é considerado um avanço-chave à assinatura de um pacto definiivo para pôr fim a meio século de conflitos. Desde 1964, a guerra já matou mais de 220 mil pessoas e deixou milhões de deslocados no país.

A confirmação do acerto do acordo veio do guerrilheiro Carlos Antonio Lozada, negociador do fim do conflito pelas Farc. Ele disse que o documento para oficializar o avanço já foi entregue à mesa de negociações.

"Estamos em um momento histórico. Hoje é o #últimodiadaguerra, a paz nos engrandece como espécie", escreveu a delegação de paz da guerra em sua conta oficial no Twitter.

Na quinta-feira, o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, e líderes da guerrilha farão um anúncio oficial em Havana. Estará presente também uma comitiva internacional na ocasião, integrada pelos presidentes da Venezuela, Nicolás Maduro, do Chile, Michelle Bachelet, de El Salvador, Salvador Sánchez, e da República Dominicana, Danilo Medina.

Além disso, o secretário-geral das Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, também comparecerá à reunião, junto com presidentes do Conselho de Segurança e da Assembleia Geral do organismo.

Este passo do acordo inclui a verificação do cessar-fogo bilateral, o cronograma para a deposição das armas e as garantias de segurança aos ex-combatentes. Segundo o planejamento oficial, a assinatura definitiva do pacto de paz deveria acontecer em dois meses.

As bases do acordo preveem a criação de uma jurisdição especial com um tribunal para reunir todos os casos do conflito, com obrigatoridade de sentença. Os que admitirem a culpa serão punidos entre cinco e oito anos com restrição para crimes graves. Os que não reconhecerem pegam até 20 anos em reclusão normal.

Há 11 meses, as Farc mantêm um cessar-fogo unilateral, enquanto o governo suspendeu os bombardeios aéreos aos acampamentos rebeldes. Estas decisões permitiram uma siginificativa redução dos combatentes, das vítimas e dos ataques à infraestrutura econômica do país.

Na segunda-feira, Santos havia afirmado que as negociações com as Farc poderiam terminar até o próximo dia 20 de julho. O objetivo inicial era que a assinatura final do acordo de paz acontecesse no último dia 23 de março, mas as delegações reconheceram que não conseguiram resolver diferentes pontos da agenda de negociações.

Em 2012, a Colômbia e as Farc iniciaram um processo de paz em Havana, na tentativa de colocar fim a mais de meio século de conflitos internos através da resolução de cinco pontos-chave: o narcotráfico, o desenvolvimento agrário na zona rural do país, a participação das Farc na política nacional, o fim da guerrilha armada e os direitos de reparação às vítimas do conflito.

22 de jun de 2016

RJ: ATLETA PARALÍMPICA DA AUSTRÁLIA É VÍTIMA DE ASSALTO NO ATERRO


Velejadora estava com amiga e tiveram as bicicletas roubadas
   
Atleta paralímpica australiana é assaltada no Rio - Australian Sailing Team

Uma atleta paralímpica australiana disse ter sido assaltada na manhã de domingo, no Aterro do Flamengo. Ela relatou o caso através das redes sociais. A velejadora Liesl Tesch estava com uma amiga quando ambas foram abordadas por dois homens armados num ponto de ônibus. De acordo com a atleta, elas tiveram as bicicletas roubadas.

"Algumas coisas não acontecem frequentemente na vida... como ser assaltada à mão armada no final de uma pedalada pela manhã na orla!", diz a atleta numa publicação na internet..

O presidente da equipe de vela Australian Sailing Team, a equipe de vela australiana, Matt Carrol, recebeu a notícia com preocupação. Na página oficial do time, ela afirmou que a Polícia Federal australiana está empenhada na segurança dos atletas que estão no Rio.

— Os comitês paralímpicos brasileiro e australiano, assim como a Polícia Federal australiana, continuarão a trabalhar para garantir que a nossa equipe tenha nível de segurança adequado no período que antecede e durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Vamos continuar a garantir a nossa equipe atualmente no Rio tem o apoio de que necessitam —, disse o dirigente.

RJ: DELATOR DIZ QUE SECRETÁRIO DE CABRAL PEDIU PROPINA PARA O TCE


Segundo Primo, 1% da obra do Maracanã iria para conselheiro Nolasco
A reconstrução do Maracanã, antes da Copa: o ex-executivo da Andrade Gutierrez disse que o pedido de propina foi feito por Wilson Carlos - Pablo Jacob / Agência O Globo 


CHICO OTAVIO E JULIANA CASTRO  -  Clóvis Renato Primo, ex-executivo da construtora Andrade Gutierrez, afirmou em delação premiada que o Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ), órgão responsável por fiscalizar irregularidades do governo estadual e de prefeituras fluminenses, está envolvido no esquema de propinas pagas pelo consórcio que executou a reforma do Maracanã para a Copa do Mundo de 2014.

Em seu depoimento, Primo diz que houve um pedido de Wilson Carlos, então secretário de Governo da gestão Sérgio Cabral, para que fosse pago ao tribunal, a título de propina, 1% do valor da obra. O ex-executivo da Andrade Gutierrez declarou que, pelo que se recorda, a propina seria destinada ao então presidente do TCE, o conselheiro José Maurício Nolasco. O delator autorizou o pagamento, mas disse que não tem certeza de que o repasse efetivamente aconteceu.

Reportagem publicada no GLOBO na segunda-fiera mostrou que 21 dos 22 processos relativos à reforma do Maracanã para a Copa estão parados no tribunal e que, somente agora, seis anos depois de alguns deles terem sido instaurados, o TCE se movimentou para desengavetá-los. As auditorias, por exemplo, pediam o estorno de repasses indevidos ao consórcio da obra, no valor total de R$ 93 milhões.

CONTRATO TEVE 16 ADITIVOS

Nolasco era relator de 11 desses 21 processos paralisados — um era sobre o contrato, dois sobre auditoria e oito sobre termos aditivos de contrato. A relatoria dos processos foi agora unificada nas mãos do conselheiro José Graciosa, de acordo com publicação em Diário Oficial do Estado da última quinta-feira.

Na delação, Primo diz que recebeu a informação sobre o pedido de pagamento de 1% do valor da obra ao TCE por meio do executivo Alberto Quintaes, da Andrade Gutierrez. Segundo ele, Quintaes fora informado da solicitação pela Odebrecht, líder do consórcio. A empreiteira disse que o pedido fora feito por Wilson Carlos, à época secretário de governo.

Em seu depoimento aos procuradores, Primo afirmou ter entendido que haveria problemas com o tribunal de contas caso o valor não fosse repassado. A reforma do Maracanã deveria ter custado ao governo fluminense R$ 705 milhões, mas, depois de 16 termos aditivos, o valor subiu para R$ 1,2 bilhão. Levando-se em conta esses valores, os valores da propina poderiam girar entre R$ 7 milhões e R$ 12 milhões.

As auditorias feitas pelos técnicos do tribunal — que pedem o estorno de dinheiro por pagamentos irregulares ao consórcio — destacam, entre outros pontos, a medição e a atestação de serviços com sobrepreço, como o reforço estrutural das novas rampas de acesso ao estádio e a instalação da estrutura metálica das arquibancadas.

Além de Primo, o ex-executivo da Andrade Gutierrez Rogério Nora Sá denunciou, em delação premiada, que o então governador Sergio Cabral (PMDB) cobrou o pagamento de 5% do valor total do contrato para permitir que a empresa se associasse à Odebrecht e à Delta — que saiu antes da conclusão da obra — no Consórcio Maracanã Rio 2014, que disputaria a concorrência, em 2010. Documentos obtidos na Operação Lava-Jato indicam que o ex-governador também teria recebido propinas da Odebrecht relacionadas à obra da Linha 4 do metrô da capital fluminense. Cabral nega as acusações.

O Ministério Público Federal (MPF) montou uma força-tarefa no Rio, este mês, para investigar desdobramentos da Operação Lava-Jato. Casos como o do Maracanã devem ser apurados. Os responsáveis esperam que o ministro Teori Zavascki, relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorize o uso da delação dos ex-executivos da Andrade Gutierrez em investigações no Rio. Por lei, os conselheiros dos tribunais de contas têm direito a foro privilegiado no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Dessa forma, o caso não ficaria no Rio.

Clóvis Primo é réu em ação que tramita na 7ª Vara Federal Criminal do Rio, sobre o esquema de pagamento de propinas na Eletronuclear, na obra da usina de Angra 3. O MPF já pediu a condenação dos réus, e a sentença deve sair nas próximas semanas.

CONSELHEIRO NEGA ACUSAÇÃO

A Andrade Gutierrez, a Odebrecht e Alberto Quintaes informaram que não vão comentar o assunto. A advogada de Clóvis Primo, Ilcelene Bottari, afirmou não ter interesse em falar porque o depoimento está sob sigilo. A defesa de Wilson Carlos não conseguiu contactá-lo para falar sobre o caso.

Nolasco disse que jamais esteve com Clóvis Primo e, portanto, nunca houve qualquer conversa ou pedido de propina. Segundo o conselheiro, o processo sobre o contrato da reforma no Maracanã deu entrada no TCE em 30 de setembro de 2010, três meses antes que sua saída da presidência da Corte. Sobre a relatoria dos processos, Nolasco disse que submeteu os casos ao plenário e que, depois disso, os autos ficaram tramitando pelos órgãos técnicos para elaboração de pareceres. Não retornaram ao seu gabinete desde então.

Ele disse que não poderia pedir celeridade porque não cabe ao conselheiro qualquer interferência ou ingerência nos órgãos técnicos, haja vista que são subordinados à presidência. Nolasco salientou que, em uma auditoria da qual era relator, proferiu voto, em abril de 2014, determinando a retenção de R$ 67 milhões pagos indevidamente ao consórcio responsável pelas obras do Complexo do Maracanã. Mas o voto aprovado em plenário acabou sendo o do revisor, que era contrário ao dele.

QUEM SÃO OS PERSONAGENS

Clóvis Primo: Ex-executivo da Andrade Gutierrez, fez delação premiada em que denunciou o pagamento de propinas para o ex-governador Sérgio Cabral e informou que houve um pedido em favor do TCE de 1% do valor da obra do Maracanã. Afirmou que a vantagem indevida seria paga ao então presidente do TCE, José Maurício Nolasco.

José Maurício Nolasco: Conselheiro e ex-presidente do TCE, foi relator de 11 dos 21 processos sobre a obra do Maracanã que estão parados no tribunal esperando análise.

Alberto Quintaes: Executivo da Andrade Gutierrez. Segundo Primo, foi informado pela Odebrecht, líder do consórcio que fez a reforma do Maracanã, sobre o pedido do pagamento de propina vindo do TCE.

Wilson Carlos: Então secretário estadual de Governo, foi quem informou à Odebrecht sobre o pedido de pagamento de propina para o TCE, de acordo com a delação de Clóvis Primo.

COLAPSO DA OI CONGELA EXPECTATIVAS DE CONSOLIDAÇÃO DE OPERADORAS NO BRASIL


Guillermo Parra-Bernal - O grupo de telecomunicações Oi enfrenta um longo percurso para reorganizar suas finanças sob a complexa legislação de falências do Brasil, oferecendo a rivais uma chance de ampliar sua dominância de mercado enquanto congela expectativas do mercado sobre consolidação no setor.

Responsável pelo maior pedido de recuperação judicial da história brasileira, que reúne 65,4 bilhões de reais em passivos, o processo iniciado pela Oi nesta semana é recheado de desafios diante de uma complexa estrutura de dívida e ampla base de credores, afirmam analistas. Casos similares como o colapso da companhia aérea Varig levaram pelo menos quatro anos para serem resolvidos.

O subproduto de uma fusão patrocinada pelo governo federal oito anos atrás que tinha como objetivo declarado criar uma campeã nacional em um mercado dominado por grupos internacionais, a Oi vinha discutindo com credores formas de reduzir sua dívida pela metade.

Uma reestruturação da dívida era considerada como essencial para facilitar a aquisição da Oi, mas as discussões fracassaram no início deste mês depois que os próprios acionistas da empresa rejeitaram ver suas participações serem diluídas.

A briga levou à saída do presidente-executivo Bayard Gontijo, que tempos atrás chegou a dizer algumas vezes que a Oi seria protagonista da consolidação do mercado brasileiro de telefonia. A saída de Gontijo acelerou a decisão pelo pedido de recuperação judicial, afirmou uma fonte com conhecimento do assunto na segunda-feira.

O pedido de proteção contra credores é a última chance para a Oi evitar uma liquidação. Porém, a legislação brasileira não tem conseguido acelerar o processo de recuperação das empresas já que dívidas financeiras ficam abaixo de obrigações tributárias e trabalhistas em termos de ordem de pagamento, o que significa que um processo desses pode levar anos.

O tempo necessário para um processo de recuperação judicial complexo como o da Oi vai manter "o status quo por outros dois ou três anos, durante os quais os competidores poderão continuar a ganhar mercado", disse Michael Morin, um analista do Morgan Stanley em Nova York.

Mesmo se o bilionário russo Mikhail Fridman e o magnata egípcio Naguib Sawiris retomarem de fato o interesse pela Oi, outros elementos podem fazer o processo de recuperação da empresa ser alongado. A recessão e a crise política no Brasil que tem arrastado o processo de revisão do marco regulatório do setor de telecomunicações do país poderão trabalhar em favor da Telefónica e de outros rivais da Oi.
Representantes da Oi não comentam o assunto além dos documentos relacionados à recuperação judicial divulgados ao mercado.

RIVAIS EM VANTAGEM

Apesar da Oi prometer manter a qualidade dos serviços durante o processo de recuperação, as operações poderão sofrer diante da migração de usuários para outras operadoras ou atuais clientes e fornecedores reduzirem laços com a companhia, afirmam analistas.

"Os rivais da Oi já estavam diante de um cenário competitivo mais favorável, o que pode melhorar diante dos problemas da Oi", disse Luiz Azevedo, analista do Bradesco BBI.

Em fevereiro, a LetterOne Holdings, empresa de investimentos de Friedman, desistiu de oferecer uma injeção de 4 bilhões de dólares na Oi para financiar a compra da rival TIM, em uma operação que estava sendo assessorada pelo BTG Pactual, que tem uma participação considerável na Oi.

Sawiris afirmou à Bloomberg na terça-feira que ele estava pronto para investir na Oi se a companhia concordar com uma reestruturação, obter capital novo e preparar um forte plano de recuperação. Sawiris não respondeu os pedidos de comentários feitos pela Reuters.

"Há interessados buscando por ativos com escala", disse Arturo Profili, que ajuda a administrar 2 bilhões de reais em investimentos de renda fixa para a gestora paulista Capitânia. "No caso da Oi, um comprador poderia negociar a aquisição com credores sob um desconto significativo."

Depois de receber o pedido de recuperação judicial um juiz encarregado do caso tem 10 dias para decidir se autoriza a abertura do processo. Esta aprovação daria à Oi 60 dias para enviar um plano de recuperação, o que garante à empresa um período de 180 dias de suspensão de obrigações financeiras.

Mas os riscos de fracasso são grandes. Segundo o Instituto Brasileiro de Recuperação de Empresas, metade das 1.287 companhias que pediram proteção judicial contra credores no ano passado podem entrar em colapso durante a recuperação.

Dado o papel da Oi em administrar aspectos críticos das telecomunicações no Brasil, incluindo a maior rede de telefonia fixa do país, o governo poderá buscar acelerar o processo, afirmou Morin, do Morgan Stanley.

Na segunda-feira, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) afirmou que não vai intervir na concessão da Oi.

Na véspera, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que o governo não planeja usar recursos públicos para resgatar a Oi, mas afirmou que o Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) poderão intermediar uma solução para a Oi.

(Com reportagem adicional de Ana Mano e Brad Haynes em São Paulo e Sophie Sassard em Londres)

21 de jun de 2016

TRIBUTO AO PASSADO - SEGUNDO QUARTEL DA PM NA AVENIDA ANTÔNIO FROTA


Na época em que foi construído, recebeu serviço de carpintaria executado pelo Mestre Benício. 

Hoje sob o comando do Maj. Ruiz, o mesmo está passando por um processo de reforma com um significativo processo de otimização.

O primeiro foi em madeira onde hoje é o prédio da 'Oi' - (Teleacre). Ao fundo podemos ver o então Cmte. da Guarda Territorial Ten. Clóvis Angelim.